E, assim, como diria F9, que acabe também a zona de conforto em que Aguirre e jogadores estão.
Sinto pelos colorados que estão tão deslumbrados por estarmos nas semis da LA e por tantos elogios ao Inter, mas eu não me deslumbro, não quando torço para um time que já é bicampeão da LA, tricampeão brasileiro e campeão mundial FIFA. Disputar semi-finais da LA deveria ser o mínimo a cobrar e esperar de um clube com a estrutura e a tradição do Inter. Mas, no geral, vejo clube e torcida com uma auto-estima tão baixa que basta conseguir alguns resultados, especialmente os que nos colocam acima do Grêmio, para que uma linda carta branca seja dada para técnico, jogadores e direção.
Comigo não. Como o elenco que tem, Aguirre não tem feito mais do que a obrigação. Agradeço pelo empenho, mas não esqueço que é sua obrigação.
Então pergunto até quando veremos o Aguirre brincando de ser cabeça-dura, pois o limite da coerência já passou. Rodízio no Gauchão é óbvio e necessário, pois o campeonato é de baixo nível, é começo de temporada. Assim, não apenas é possível, como faz todo o sentido colocar todos os jogadores para jogar, às vezes atuando com 2 ou 3 times diferentes. Aguirre fez isso perfeitamente, parabéns.
Campeonato Brasileiro e mesmo a LA é outra coisa, caramba! Na LA ele tem colocado o que temos de melhor. Ótimo, pois assim, mesmo com a decadência evidente nos níveis de atuação do time (vide meus outros posts sobre isso), o time titular foi capaz de seguir em frente. Aí, no Brasileirão, Aguirre resolve – agora por teimosia, não por coerência – fazer um rodízio, achando que é Gauchão. Deixa eu te lembrar que o Brasileirão é uma meta e que não vencemos há 36 anos! Acorda, Aguirre!
Rodízio agora não é para dar ritmo, mas para descansar os mais desgastados do time titular, com trocas pontuais (2 ou 3 jogadores por jogo).
Alex, Ruschel, Nilton, Nico, Ernando de LD, e quetais, só em último caso! Valdívia na direita é uma aberração, ainda mais com um time limitado como o de ontem. É pra queimar o guri, assim como queima o Nilmar, pois muda completamente a forma como joga o ataque. Mas colocar o time titular não é suficiente, pois a postura tática e o nível de jogo do time tem que melhorar drasticamente e rápido. Esse jogo covarde, medroso, peladeiro, está acabando com a capacidade do time de trocar que seja 3 passes em sequência. O Inter não chega mais na área adversário tocando a bola. Só chega na base do chutão.
Olha, sinceramente, vale lembrar que o Marcelo Oliveira está aí, disponível no mercado. Aguirre é um cara legal, mas se continuar testando a paciência da torcida (e acredito que da direção também), seu destino será como o do Fossati. O Inter pode e deve jogar mais e já passou da hora de mostrar evolução. Uma coisa é o começo da temporada, em que toda paciência é justificada e necessária, outra coisa é estarmos no meio do ano e este tipo de bobeira ser cometido. Quando não se vê evolução no jogo do time durante 2 meses, é pra se preocupar e estou preocupado.
Está fácil de ao final de julho estarmos sem LA e sem chances no Brasileirão. Fácil, fácil. Ou a gente abre o olho e reencontra o caminho, ou Piffero verá seu projeto de 2015 duplamente fracassado: sem títulos de relevância e sem a devida valorização do elenco.
Como vêem, minha lua-de-mel com Aguirre acabou de vez.
ps.: Me veio à cabeça um desafio aos que vêem um desempenho satisfatório do Inter: tragam números, análises e o quem mais conseguirem, que demonstrem convincentemente que o time tem evoluído. Período de análise: últimos 2 meses e meio.
ps.2: Pessoal ficou magoado por eu levantar o nome do Marcelo Oliveira. Bem, em primeiro lugar, até prova em contrário, já mostrou muito mais do que Aguirre, fato. Mas, levantei o nome dele como um alerta de que tem nome bom na praça e disponível, o que desaconselha ficar na zona de conforto, e não como convite a uma troca de treinador imediata. Acalmem seus corações, Aguirretes! O Aguirre ainda tem crédito sim, embora – para mim – esteja gastando rapidamente e enquanto insistir, vou criticar sim. Ainda aguardo por uma mudança de postura do time em campo, que é a mesma lástima, seja com titulares ou reservas.