Foto de capa do post: http://www.themarkeworld.com/death-valley/on-the-road/
Estamos relativamente na crista da onda. Em todos os aspectos relevantes, o Internacional tem sido alvo de elogios e aplausos, tanto de sua torcida, quanto da imprensa. Várias ações estão na causa dessa mudança radical entre o período desgovernado por aquele-que-não-deve-ser-nomeado. Estamos mais transparentes (aqui). Temos lotado o Beira-Rio e, tão importante quanto, temos melhorado a acessibilidade (aqui). Estamos gerindo melhor a base e com isso estamos revelando jogadores promissores (aqui). Estamos aumentando o número de sócios (aqui), não apenas em função dos resultados do time, mas talvez principalmente pela credibilidade que a atual direção tem tido em função de suas diversas ações. O clube parece mais focado, o que vemos na afirmação do presidente Píffero de que vamos buscar todos os títulos (aqui). A comissão técnica foi respaldada quando precisou (aqui) e Aguirre tem alcançado ótimos resultados. No quadro geral, maior profissionalismo, competência e ambição.
Que venham os elogios então, não é mesmo? Porém, penso que cada um, seja jogador, seja da comissão técnica, seja da direção, deve ter uma resposta simples, curta e educada, para cada elogio que receberem: ainda não conquistamos nada, estamos apenas na estrada.
Em alguns casos, só ao final do ano teremos condições de julgar com propriedade seu sucesso. É, por exemplo, os casos de jogadores como Valdívia e do treinador, Aguirre. Só após uma temporada inteira com bom desempenho e bons resultados nos vários (e diferentemente desafiadores) campeonatos para podermos afirmar que Valdívia é mesmo bom jogador e que Aguirre fez de fato um bom trabalho. Como se portarão diante de jogos mais complicados, de adversários mais fortes, de cenários mais difíceis? Só o tempo dirá.
Noutros casos, como o da direção do clube, só ao final do ano ou talvez até do mandato de dois anos é que poderemos concluir qualquer coisa. Será que conseguirão manter a média de público diante de resultados não tão bons? Será que o quadro de sócios seguirá aumentando mesmo sem o apelo de decisões a cada quinze dias? Será que as ações de transparência irão não apenas se solidificar, mas principalmente se aprofundar? Será que a gestão profissional do clube, há anos cantada aos quatro ventos e destruída na (des)gestão de você-sabe-quem, irá também se solidificar e aprofundar? Será que Píffero conseguirá de fato segurar os bons jogadores relevados até que rendam títulos de expressão ao clube? Só o tempo dirá.
Aqui do meu canto, curto o orgulho que tenho sentido no momento por tudo que temos visto, mas torço para que esses indivíduos especiais a cargo dos quais está o futuro do nosso amado clube não deixem que o sucesso momentâneo lhes suba à cabeça e que sigam conscientes da longa estrada pela frente.
Sabemos bem o incrível final que esta caminhada pode ter, mas também sabemos o quão fácil é de perdermos o rumo.
Que sigamos firmes, dia a dia, jogo a jogo, ouvindo com sabedoria os elogios, para torná-los em incentivos para ainda mais esforço e sacrifício.
Dá-lhe Inter!