Vikings | BLOG VERMELHO : Sport Club Internacional

Vikings

0Islândia

Que belíssimo papel está fazendo a Islândia na Eurocopa. E pensar que apenas dois ou três jogadores da seleção são profissionais da bola, o resto é amador. Lembra alguns times de interior, o atleta tem uma profissão pra comer e o profissional joga bola pra sonhar. Spoiler:  o Tiago está alucinado como os caras são eficientes sem nenhum craque, apenas com organização e vontade.

Como não quero roubar o post de meu amigo que está mais próximo, tanto em latitude, quanto em longitude dos Vikings (sem esquecer, claro, das temperaturas que registram no inverno os termômetros canadenses) e, também, como nosso craque de análise tática é o Nicko, el muso de la musa, vou percorrer outros caminhos…

…Mais precisamente pelo final da década de 90, um cidadão islandês veio ao sul do Brasil fazer intercâmbio e por essas coincidências da vida foi assistir a um jogo do INTER. Contrariando as estatísticas ele gostou do time e virou colorado. Pasme, esse período foi entre 1997 e 1998. Pode ter sido tanto o grenal do “cinco muito”, quanto algum jogo de resultado melancólico, algo tão comum naqueles anos sangrentos. Mas o fato é: temos um torcedor na terra do gelo! #ColoradoFan

torcedor_islandia

Axel Fannar, o homem que contraria a lógica

Não senhoras e senhores, não foi Falcão, Figueroa e Batista que seduziram o rapaz. Também ele não teve a honra de ver Fernandão, Pato ou D’Alessandro. Estava ele assistindo a um jogo com Fabiano Cachaça, Jesus Christian, se bobear Régis e Claiton.

E quis o destino que ele gostasse do time e levasse com ele essa lembrança para a terra do gelo. Definitivamente, futebol é muito mais do que um jogo.

A história do que está acontecendo com a Islândia, chamado pela imprensa de “conto de fadas”, nada mais é do que a prática daquilo que sempre queremos ver do INTER em campo: dedicação extrema e eficiência máxima.

“Ha! Mas eles estão disputando uma Eurocopa”, dirão os aspirantes a “rockstar”. Aqui cabe uma explicação, enquanto gestava nas ideias essa postagem me dei conta de como os jogadores de futebol estão tendendo ao estilo de vida das estrelas de rock “old school” #VidaLoca. Tatuagens, festas, bebidas, muito dinheiro, uma que outra atuação boa. Rescisão de contrato em um clube para logo em seguida assinar como esperança de outro. E torcedores assistindo resumos de lances no youtube com meia dúzia de jogadas de efeito, rezando para que a montagem seja a verdade. E assim se perde a essência. Como a seleção brasileira perdeu a essência. Assim mesmo como o INTER perdeu a sua própria essência.

Nos anos 70 o time trouxe a campo muito vigor físico aliado a técnica refinada, tendo em Falcão o maior expoente. Com o passar do tempo, aliando a escolhas mal feitas (obrigado por nada, Asmuz!), essa cultura foi se degenerando. O que antes era o embrião do chamado “futebol moderno” virou sinônimo de ferrolho. Enquanto que no INTER dos anos 70 tínhamos um Caçapava (Descanse em paz, irmão) para deixar as estrelas brilharem, hoje temos jogadores que não sabem marcar e pensam que sabem jogar. Imaginam que fazer uma ou duas embaixadinhas antes de iniciar o treino coletivo é sinônimo de habilidade.

Francamente, não sei para que caminho vamos nessa sina de encontrar jóias, que na maioria dos casos são bijuterias, mas sempre movimentam milhões. Só sei que nesse trem eu não embarco. Enquanto jovens milionários escolhem a cor da chuteira pra combinar com a nova tatuagem, eu jogo meu pensamento a muitos anos atrás, quando eu, usando um boné vermelho (da Marlboro), levando um chinelo nos pés e a bola surrada embaixo do braço ia para o campinho sem hora pra voltar.

E lá todos nós vivíamos uma alegria ímpar de jogar pela alegria de jogar, fazendo de conta que éramos profissionais. Acho que é um pouco do que acontece com a seleção da Islândia. Eles sabem onde querem chegar e estão vivendo a alegria de cada jogo. Enquanto houver isso, o futebol vive. Enquanto isso existir, ele não é apenas um jogo: pode unir milhões. Neymar não me representa! Aprendiz de RockStar não me representa!  #SomosTodosVikings

 

Cristian

Author: Cristian

Brasileiro! Não desiste nunca...

Share This Post On