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RESENHA

Filme de terror, baseado vagamente em fatos reais. Conta em cenas fixas, sem movimento de câmera o que aumenta a dramaticidade, como tubarões se apossaram de um clube de futebol e o foram sugando de forma lenta e cruel por anos à fio. A astúcia dos predadores em cometer esse ataque não é mostrada no filme mas fica implícita pela ausência de reação da vítima e de seus admiradores, que alguns insistem em chamar de “torcedores”.

A razão do ataque vai ficando conhecida no desenrolar do filme: fazer “negócios” em profusão que beneficiam – é claro! – sempre os predadores. Do final apenas uma observação: a música que cessa de repente mostra que o filme não acabou ainda e que o calvário do clube continua.

 

CRÍTICA

Filme bem recebido por alguns que ensaiaram alguma depredação do estádio. Mal recebido por outros que são os influenciadores digitais. Passou de forma indiferente para uma maioria silenciosa que inclusive, dormiu durante todo o tempo da projeção.

Esses últimos saíram do cinema e foram pagar sua mensalidade aos tubarões, num tributo dos perdedores aos grandes vencedores. Uma espécie de ritual religioso de sacrifício aos deuses, implorando por proteção, troca de treinador e mais zagueiros, volantes e atacantes. Mantra que lhes foi incutido pelos hábeis tubarões nesses anos todos. E que repetem sem nem mesmo saber o significado do que estão pedindo, e muito menos a origem das preces.

Assim, validam os “negócios” prontamente atendidos pelos alegres tubarões, já que os mesmos foram “pedidos” pelos torcedores; com isso tubarões posam como salvadores do que exatamente o filme não mostra, mas se apresentam como agentes da Special Weapons And Tactics (SWAT).

 

Instruções para o uso:

  1. Leia o script.
  2. Veja o filme.
  3. Se não gostar não se preocupe; quase ninguém gosta: só o apreciam tubarões e influenciadores digitais.

 

SCRIPT

[Tubarão nadando; o protagonista]

O tubarão nunca para de nadar.

Ele absorve oxigênio pela água que flui por suas guelras. Se parar de nadar, não haverá o fluxo e ele ficará sem oxigênio e se afogará.

[Sala vazia; tudo era e agora nada está e nada ficou]

O clube foi apanhado por tubarões em 2001, ano em que Stanley Kubrick projetava o futuro com o ”2001- Uma odisseia no espaço”. Desse filme uma das tantas cenas memoráveis é quando Dave entra numa espécie de buraco negro cheio de imagens super coloridas, vibrantes e dopantes. A odisseia do clube foi ao contrário: para o buraco da série B, escuro e aviltante.

[Ampulheta; tempus fugit]

16 anos depois da captura apenas um projeto dos propostos pelos tubarões– a ampliação do quadro social – ocorreu; no mais naufrágio total.

Essa ampliação mostra a competência dos tubarões (para o mal, obviamente) que souberam “vender” bem uma mentira e enganaram milhares de indivíduos. Com isso tinham/têm dinheiro que entra fácil para seus propósitos. A essa altura o filme ainda não mostra qual seja.

[Navio afundando; navio afundando]

O clube/navio vermelho afundou, mas os tubarões no comando seguem nadando, pois se não o fizerem morrem afogados. Como são só tubarões, mas não são burros sabem que tanto faz como tanto fez se o clube está ou não na superfície ou abaixo da linha d´água. Tubarões sempre nadam a favor da corrente, qualquer que seja o rumo que ela toma. Série “A”: lá vão eles nadando alegremente; série “B”: lá vão eles nadando alegremente.

[Wall Street; “negócios”]

Tubarões são competentes executivos pela própria natureza e negociam: ordens de compra, de venda, de renovação, de empréstimo. Essa é a razão da tomada do clube: fazer “negócios” como bem entendem, não pedindo conselhos para ninguém. Conselhos? Para que? É o que mostra o filme sem mostrar.

Ao contrário de “torcedores/vítimas”, que são indivíduos com mente emocional que sentem e se emocionam, tubarões têm mente racional. Com isso pensam com a razão do seu objetivo básico: “negócios, negócios, negócios”.

[Dinheiro entrando no bolso; “negócios”]

Tubarões enchem o cu de dinheiro (Amanda abriu a porteira do palavrão pelo palavrão: sigo na mesmo toada). Insaciáveis, sempre querem mais  e mais.

[Estádio em ruínas; alusão à penúria do time]

O time tá fudido (falei  que a porteira abriu…) mas os tubarões que o dirigem nadam alegremente, fazendo seus “negócios”.

[Volta para tubarão e charuto; “negócios” e ócio]

Enquanto o navio afunda os tubarões se deliciam, nadando de costas e fumando charutos cubanos; a origem dos charutos o filme não mostra mas tubarões só devem fumar esses mesmo.

[Circo dos horrores]

Foto/galeria: dos prepostos-presidentes que nos últimos anos foram de vários tipos e formas, desde o sensível e meigo, passando pelo truculento e arrogante e chegando no eterno garotão surfista filhinho de papai e netinho de vovô; imagem de briga de um velho craque que confunde “raça porteña” com irresponsabilidade (ou seria esperteza para ficar em casa sem “jugar futebol” gastando os 20 mil que ganha por dia, ou “jugando playstation”?); e o torcedor palhaço, que é o que mais tem nesse circo.

 

Bom filme a todos, ou não.

https://youtu.be/CSFpdGq_DVk

 

Nota do Autor: qualquer coincidência com alguma semelhança não é mera realidade ou qualquer coisa assim.

 

 

 

 

 

 

 

 

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