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Já vi muita coisa da vida ao longo da minha trajetória e já vivi uma parte significativa da história do Internacional.

Eu vi grandes conquistas, como o aquele tri campeonato da década de 1970, com direito a requintes de sonho, culminado pelo time que nunca perdeu. Antes disso eu vi a parte final daquelas glórias que nos deram o único octa campeonato desse ‘Rio Grande véio’. Eu vi e presenciei o foguete em forma de pênalti que nos pés de Célio Silva nos garantiu uma Copa do Brasil. Antes disso, eu vi o greNal do Século, numa virada histórica assinada pelo Nilson “Pirulito”. Aquele foi um domingo que deixou todo o Estado em ebulição.

Tal como agora, voltaremos a ter uma Nação em ebulição no próximo domingo.

O tempo foi passando e nem sempre o transcurso de dias, meses e anos nos foram favoráveis. Sofremos, criamos casca, perdemos, lutamos e encontramos a glória novamente quando o destino e a competência nos permitiram.

Chegaram os anos dois mil e a vida nos abriu um sorriso tão grande que não teve mais nenhum Colorado triste em todos os cantos do universo. Eu vi e presenciei o Sóbis rasgar a camisa dum time lá, vi Tinga fazer gol e ser expulso, vi o Fernandão levantar uma taça de Libertadores da América no velho Gigante da Beira Rio lotado. Antes disso, vi o nosso eterno Capitão subir no ponto mais alto e, lembrando o grande Dadá, parado no ar para fazer o milésimo gol em clássicos.

Predestinado Fernandão, que ergueu a taça que pintou o mundo de vermelho e conduziu o time brasileiro que protagonizou a maior epopeia da história do futebol, não só brasileiro, mas continental. Tudo isso eu vi, com a graça do Nosso Senhor. Sou um privilegiado, portanto. Vi uma segunda Libertadores, com Pato Abbondanzieri desmarcando um pênalti contra nós e tanto por isso merecer ser o maior argentino que já passou por aqui depois do D’Alessandro, e também vi mais uma cena épica com um gol na fumaceira da batalha de Quilmes. Vi surgir um rapaz chamado Leandro Damião, que já está na história pelo tanto de gols que nos fez.

Aliás, sou num privilegiado por ter vido e presenciado jogadores magistrais: Falcão, Figueroa, Valdomiro, Carpegiani, Claudiomiro, Lula, Dario, Manguita Fenômeno, Benitez, Marinho Chagas, Cláudio Duarte, Vacaria, Fernandão, Tinga, Iarley, Índio, Eller, Sobis, Nilmar, D’Alessandro, Pato, Kléber, enfim, tantos e tantos. Expoentes treinadores, como Abel Braga, Rubens Minelli, Enio Andrade, Antônio Lopes, Muricy Ramalho, Tite e Dino Sani.

Eu vi Gabiru e tive de lhe pedir perdão, pois nunca na história alguém há de não recordar do seu feito colossal.

Tantas e tantas taças de gauchão, eu vi. Dos idos da década de 1980, em times que tinham Rubén Paz, Bira, Geraldão, Kita, Gilmar, Wink, Pastor, Galvão, André Luiz, Dunga, Silvinho. Depois, vi os títulos retomados na década de 1990 e guardo com especial carinho os de 1997, seja pela forma como foi, mas principalmente, porque marcou a vida dos meus filhos, jovens Colorados que herdaram a paixão e loucura do pai: André, Enciso, Márcio Tigrão, Gamarra e Régis, Anderson, Fernando, Arilson e Sandoval; Uh Fabiano e Christian.

Eu já vi muito pelo Internacional, mas tenho a certeza de que ainda não vi tudo.

E eu agora quero ver o título gaúcho de 2025 no Gigante da Beira Rio, domingo próximo. Afinal, somos gaúchos cento por cento e os patrões da nossa terra.

Agora, apenas e tão somente, é NÓS CONTRA eles. OITENTA ANOS de paternidade!

Vamo, vamo INTER!

Seremos Campeões!

PACHECO

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