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Um bom jogo do Inter, muito embora não tenha criado muitas chances, se defendeu muito bem. Achei que Roger errou um pouco na formatação do time, principalmente vendo a escalação e o jogo do Flamengo.

Flamengo veio no 325, recuando Pulgar entre os zagueiros, adiantando o lateral direito e fazendo o esquerdo jogar pelo meio, mais quatro atacantes agudos. Durante todo o primeiro tempo, foram só bolas longas, tentando a infiltração no meio dos zagueiros. Roger recuou Fernando, reduzindo o espaço entre os marcadores, mas não recompôs o meio, deixando BH e Vitinho marcando, mais Wesley, sem recuar Alan Patrick.

Aí a retomada da bola ficava sem opções, já que Borré não tem velocidade, e os velocistas estavam marcando os lados e o meio. Quando o Inter conseguiu se organizar, fez o gol na trama de passes sem que o juiz marcasse faltas. Aliás, um belo gol, tanto pelo cruzamento do Bernabei como pela belíssima finalização de Bruno Henrique.

O Flamengo teve duas oportunidades quando Bruno Henrique puxou para o meio e cruzou para dois atacantes na área, as duas para boas defesas de Rochet, a primeira sensacional, e corajosa, se atirando na bola com as mãos para travar o chute do atacante.

Há uma outra chance, mas Juninho estava impedido e a TV não mostra porque o lance não deu em nada, noutra bela defesa de Rochet.

Vitinho quase amplia também, em chute desviado. Mas o ataque era pouco operante, com Borré em má jornada.

No segundo tempo o Fla veio com mais vontade. Felipe Luis adiantou Pulgar, e preencheu mais o meio, jogando na pressão, mas ainda dependendo de jogadas individuais. É um treinador limitado, mas treina um time com grandes jogadores, principalmente no duelo individual.

Roger demorou para ver que tinha perdido o meio campo, que antes não era usado porque o jogo era de bolas longas. Quando colocou T Maia, ganhou o meio, marcava o início das jogadas e, com Carbonero e Valência, assustava o Flamengo na retomada da bola. Primeira vez que Roger acertou o posicionamento de dois atacantes, nenhum centralizado. Ainda conseguiu organizar jogadas com Bernabei, o destaque da partida.

O gol do Flamengo veio cedo, em bola parada, e tiveram mais uma chance clara na defesa de unha de Anthoni. Do outro lado, mesmo pressionado, o Inter perde gol no chute errado de Alan Patrick e no passe errado de Carbonero, com Valência entrando livre pelo meio. Era o Flamengo buscando a virada e o Inter esperando para matar o jogo.

Foi um duelo de dois bons times, mas o Inter tem um jogo coletivo melhor. Ainda carecemos de um segundo jogador que consiga armar jogadas, como Bruno Tabata e Gabriel Carvalho, dividindo as tarefas com Alan Patrick.

A arbitragem deixou sua marca, claro, ao não expulsar Wesley, o lateral, no chute sem bola no Wesley, atacante, ainda no primeiro tempo. Deixou claro o lado ao não marcar a primeira falta em Wesley. Roger, novamente, não deixou que o Flamengo ingressasse na área do Inter, evitando qualquer risco de interferência com pênalti.

Falando em pênalti, o critério muda conforme o cliente. Não achei pênalti na interceptação com o cotovelo do Wesley; movimento natural, não é posição de sentido, o cotovelo sai do corpo, normal, mas é idêntico ao posicionamento do cotovelo do Wanderson no grenal, e lá foi marcado. Essa falta de critério prejudica o futebol, mas favorece os privilegiados, e se fosse na área do Inter, o pênalti certamente seria marcado.

E preciso falar da zaga do Inter. Vitão foi soberbo, Juninho, estreando, foi muito acima do esperado, Aguirre convence e começa e se soltar, e Bernabei já chama atenção demais.

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