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Desde minha última coluna aqui, sábado passado, a discussão sobre o jogo de terça-feira já saturou. Não há muito mais que eu possa dizer que não chegue atrasado, considerando que quem pensa o que pensa já pensou e não vai pensar de novo.

Alguns disseram que aquele texto era otimista. Discordo, eu não sou otimista. O otimista busca ver o lado bom das coisas, mas eu não estou vendo o lado bom das coisas, como se elas tivessem dois lados. As coisas relacionadas com o Internacional, até o momento, são prematuras, recém-nascidas, e por isso não fico buscando ver lados, apenas torço, anseio, que deem certo. Minha coluna é uma coluna esperançosa, eu diria.

Ramírez foi mal terça-feira. As trocas anularam o próprio time. Não que o time pudesse jogar muito bem na altitude, porque isso é impossível. Lembro do time do Aguirre contra o Strongest em 2015, estava perdendo de 2×0 aos vinte minutos do primeiro tempo. Ou em 2006 contra a LDU, nossa única derrota naquela campanha perfeita. É ingrato demais jogar nestas condições.

O que mais me preocupa sobre o jogo não foi a atuação, mas sim o tempo pra treinar até o jogo. Teoricamente ideal pra bolar um plano que fugisse aos problemas da altitude, ou um melhor acabamento da proposta nova. No entanto, isso não apareceu na estreia da Libertadores…

Mas daí para demitir o técnico, contratar Abelão e chamar os cascudos pra chutar a porta? Calma. Futebol não é bordel. Choque de ânimo pra quem ganha 50 conto por mês (fazendo uma média)? Fantasia. Também não é o momento de choramingar pela saída de jogadores, porque outros não vão vir. O cenário do clube é esse, e estamos na beira do precipício. Prefiro passar raiva com um burro igual Zé Gabriel do que virar o Cruzeiro, ou o Atlético-MG.

É um momento delicado. Como falei aqui outras vezes, não temos paciência. Perder qualquer jogo para um torcedor do Internacional é uma pedra no rim. Se não for culpa da arbitragem, é culpa do treinador. O torcedor gosta de ganhar. Se soubessem qual o resultado do jogo antes do final, e fosse derrota do Internacional, vocês olhariam? Não. Pois ainda vamos perder uma penca de jogos até vencermos de novo, todo começo é assim, por mais que doa, e já doeu muito nestes últimos dois anos.

De preferência, que ganhe o jogo hoje. Vejo um padrão ingrato na avaliação do Gauchão: quando perde é pra demitir, mas quando ganha não importa. Neste caso, eu prefiro que ganhe sempre, e reconheço que importa (a ponto de demitir). Mas especialmente, que jogue melhor, tenha evolução. Se não vamos todos à loucura.

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