VIRADO À PAULISTA | BLOG VERMELHO : Sport Club Internacional

VIRADO À PAULISTA

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Não faz até muito que estive na capital paulista. Um bom e jovem amigo resolveu casar e lembrou desse velho rabugento como um dos convidados. Claro que minha senhora estava junto. Não estivesse, seria o casório dele e o desquite meu, tudo no mesmo evento. A cerimônia foi numa igreja num bairro de imigrantes coreanos, origem da noiva. Após, jantamos numa churrascaria com nome gaúcho. Agradou, enfim, ambos os lados.

O futebol, todavia, nem sempre agrada todos os lados. Torcida numa perspectiva de pensamento e dirigentes noutra sempre foi uma tônica bastante presente. Nos últimos anos, com o advento das redes sociais, as rusgas passaram a não ter mais intermediários. Jogadores e torcedores não raro se enfrentam em discussões. As vezes são os familiares dos boleiros que vão para o embate pensando ter este direito.

O futebol está virado ?!

E isso criou uma nova realidade, aquela em que não se respeita mais hierarquia. Jogador se sente no direito de dar showzinho dentro de campo, pois não quer ser substituído. Não aconteceu aqui, mas poderia. Um dos atores não vai muito aprontava das suas pelos pagos gaudérios. Lá errou o pulo e aqui pulou por um bom tempo; deixaram pensar que era maior do que a rigor nunca foi.

Claro que nem tudo foram flores na minha viagem a São Paulo. Minha digníssima encontrou nela a oportunidade de visitar a famosa 25 de março e me arrastou para lá, onde passei uma manhã de sábado batendo perna em busca duma bugiganga qualquer. Nem ela sabia o que queria e no fim das contas não comprou foi nada.

E eu ali virado num fantoche da mulher.

Aquela indiada serviu para eu, enfim, provar numa banca do mercado municipal o famoso virado à paulista, uma iguaria hoje típica da culinária brasileira. E se para eu aquilo foi uma oportunidade de estréia numa cultura de São Paulo, o Internacional, todavia, desfila nas masmorras do Morumbi com garbo e galhardia e faz tempo, posto que construiu mais uma vitória no velho estádio, estando já enraizado como nosso salão de festas longe do Rio Grande.

E se eu costumo falar pouco no corpo dos meus textos sobre o desempenho do time em campo, quero aqui deixar registrado a pintura que foi o gol do Maurício, fruto de uma jogada que começou na nossa defesa, cruzou de pé em pé por meio time e três setores, encontrou Pedro Henrique que como um verdadeiro camisa 10 pifou o autor do gol. Noutros tempos diriam que foi gol de placa. Hoje em dia até nem sei como se chama.

Hoje estou virado à virar e variar os assuntos.

O virado à paulista ganhou admiradores, embora um prato relativamente simples, eis que ambiciona o paladar das pessoas. O futebol resguarda a mesma simplicidade. E no final das contas ganha aquele que mais ambiciona o troféu. Tivesse o Colorado tido a mesma ambição de ganhar que teve nesta última estada na terra da garoa, empatado menos, quem sabe o destino fosse outro.

Em suma, a palavra chave para o ano vindouro do Internacional é ambição. Virado à ambição.

 

CURTAS          

– Por vezes me preocupa um pouco a leitura de jogo que tem Mano Menezes à beira do gramado. Todavia, no que compete à perspectiva sobre a comissão técnica, estou otimista e esperançoso;

– O que não impede de seguir sem entender o motivo pelo qual os guris servem para encarar Maracanã e Morumbi, mas não o Beira Rio;

– Me soprou um passarinho que o Inter é credor do time que tem os direitos do Vitão. Logo, tá feito o brique;

– Aliás, não é porque o nosso Gamarra de ébano tomou o seu primeiro cartão na penúltima rodada que vou mudar de opinião quanto a qualidade do rapaz. Mero e leniente acidente de percurso.

– Jogador roliço e que se acha craque, e que criou caso aqui e agora o faz em outras paragens, deve estar tendo pesadelos com o Bustos até agora;

– Edenilson quer sair. Torcida quer que ele se vá. Quero acreditar que o discurso do treinador e da direção não passe disso. Interessados devem ter. Agora, que paguem a babilônia que ganha aqui, aí são outros quinhentos;

– O Bragantino se mostra mais um claro exemplo de que a modernidade no futebol brasileiro é meramente relativa;

– Investiria em ambas as laterais, em dois volantes com estofo, em mais um articulador e um centroavante. Sou modesto, admito.

 

PERGUNTINHA

Quem fica e quem sai do Internacional?

 

E chegamos ao final esperando o novo recomeço, Nação Colorada!

PACHECO

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Author: Nestor Pacheco

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