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Soccernomics book purchased by Roberto Di Matteo

Vitória hoje? o Mínimo! Empate = Derrota; e derrota é igual a morte. Sepulta qualquer plano sólido de G4. Como diriam aos espartanos quando iam para guerra: volte com o seu escudo ou sobre ele! Ou seja, voltem com a vitória ou mortos sobre seus escudos.

Mas o assunto é outro.

Valendo-me da memória de alguns “elogios” do Boss quanto a postura, em alguns jogos (os decisivos), do então jogador colorado Oscar-boca-mol fiz o título do post. Pensei até em #PokoMangolão – mangolão no sentido que meu pai usa, uma estranha combinação de estabanado, desajeitado e desatento… tudo junto e misturado.

Ampliando um pouco a história…

O que acontece com esses jovens jogadores hoje em dia que pensam ser deuses depois de uma meia dúzia de minutos bem jogados com uma ou outra bela jogada? Ninguém avisa que eles estão apenas começando a forjar uma carreira? No primeiro contrato bem assinado, com raras exceções, já se “aposentam”. Jogam no nome, como diz aquele tio encostado na mesa de um bar, com bigode sujo e hálito de cachaça, nossos parentes e até mesmo nós. Por que isso?

Vocês não vão lembrar. Também não encontrei o vídeo aqui pra provar. Assim, vão ter de confiar na minha palavra por própria conta e risco. Lá em 2011 quando o Falcão chegou, os primeiros treinos eram transmitidos pela RGT-jr via internet. Chego em casa, vejo o Rei de Roma fazendo um exaustivo treino de conclusão a gol com o Leandro Damião, cheio de dicas e macetas que minha parca leitura labial ia decifrando, do tipo “faz assim”, “olha, quando você chegar ali…” posicionava o corpo mostrava como fazer e induzia o Damião a repetir e repetir e fazer mais uma vez… Vocês sabem o que aconteceu naquele ano: ninguém chegou nem perto da eficiência ofensiva do Damião-2011…

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Octava Rex Roma – Falco the King

… Assim como imagino que vocês lembram o que aconteceu com o Damião depois da lesão na coxa enquanto jogava pela Granja-Comari-Globetrotters, que alguns ainda se arriscam a chamar de seleção brasileira: perdeu o jeito, a malícia e voltou a ser um peladeiro comum. Achou que era o superstar e de lambreta em lambreta tentou voltar ao velho veneno sem sucesso.

E-morreu

Assinou com a 9nine e…

Alexandre Pato é outro exemplo. E paramos por aqui porque a lista é enorme de futuras referências que se aposentaram precocemente.

Falta de preparo ou orientação? Não! Penso diferente, isso é falta de fome. Mas não ânsia juvenil de buscar eternidade por meio das redes sociais ou das entrevistas. Nada disso.

“Esta é a moral que Mermoz e tantos outros me ensinaram. A grandeza de uma profissão é talvez, antes de tudo, unir os homens; só há um luxo verdadeiro, o das relações humanas.

Trabalhando só pelos bens materiais, construímos nós mesmos nossa prisão. Encerramo-nos lá dentro, solitários, como nossa moeda de cinzas que não pode ser trocada por coisa que valha a pena viver.

Se procuro entre minhas lembranças as que me deixaram um gosto durável, se faço o balanço das horas que valeram a pena, certamente só encontro aquelas que nenhuma fortuna do mundo ter-me-ia presenteado”. (Antoine de Saint-Exupéry – TERRA DOS HOMENS)

Imagina um estádio inteiro gritando teu nome, fazer parte da história contada por uma trajetória secular e ter o respeito até mesmo do arquirrival. É essa fome! A fome de ser melhor do que você mesmo, onde uma marca estabelecida é um degrau para a próxima meta e não um sofá pra que se fique jogado como alguém exausto e enfadado vendo o resto da vida passar. Ir atrás das pequenas vitórias que são o combustível para as próximas e acabam conduzindo até as conquistas.

Só conheço um exemplo esportivo dessa fome…

Daí eu digo isso, cheio de expectativas e vem um #BocaMol que nem o #PokoPika pra dizer que jogaria de boas no grêmio?! Logo quando está começando a ser mimado pela torcida! Mas é muito amador. Parece que nunca assistiu O Poderoso Chefão (The Godfather): “ninguém precisa saber o que se passa pela tua cabeça, Sony!”

O Guiñazu quando questionado pela “imparcial” imprensa se ele jogaria pelo River ou pelo Boca se pudesse… Como aquela pergunta da esposa, noiva, namorada, ficante ou coisa que o valha pra testar o peão: olha só, não é bonita a fulana?

Então, Guiñazu, galo velho lá dos pagos argentinos, deu a antológica resposta: Aqui mesmo, no INTER! Seu PORRA de repórter querendo gerar manchete!

Ninguém está livre de um ato falho, mas desrespeitar a mão que te alimenta merece umas vassouradas.

Sonho o dia em que os atletas e comissão técnica entendam que esse brinquedo é uma simbiose. Apenas quando o talento bem exercido encontra no time um espaço pra se expressar é que as coisas acontecem. Fernandão, Falcão, Taffarel, D’Alessandro… Seriam os mitos que são sem a chance que o INTER lhes deu? Nos referíamos tão respeitosamente a eles sem o TALENTO e TRABALHO que demonstraram e aliaram a ELEGÂNCIA e RESPEITO com que sempre trataram as coisas do INTER? Isso tudo funcionaria sem a paixão da torcida? Claro que não! O equilíbrio dessa simbiose é que os colocou no patamar que chegaram. Apenas quando isso é entendido que nasce um mito.

Uma lenda não surge com duas ou três partidas bem jogadas, ela se forma sendo decisivo em momentos cruciais.  Não é tratando o clube como um mero empregador temporário que ficarão com destaque na história do clube. Sonham com a Champions? Com a seleção e com os milhões? Sonhem! Mas nunca esqueçam dos pés no chão. Espero que os atletas entendam de uma vez por todas que tratando o clube mal estão destratando a própria carreira. E se o Valdívia soltar mais uma pérola dessas, a la “não preciso mais das gorditas”, que ele enfie todas a perucas feitas pelo marketing na bunda.

 

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Author: Cristian

Brasileiro! Não desiste nunca...

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