‘… o que NÃO fazer quando for treinador’

4.9
(12)

Pessoal … primeiramente … um desabafo estritamente meu, mas que acredito seja compartilhado pelos demais amigos integrantes aqui do BV … como é complicado escrever nestes dias/semanas/meses sem futebol!!!

Dito isto,  nesta semana completaram-se 16 anos que um tal de Fernandão desembarcou no Salgado Filho vindo da França para fazer história vestindo vermelho e branco. Datas como essa, sempre que possível, serão lembradas.

 

Parece que 2004 foi ontem!!!

 

Hoje circulou a notícia dando conta do interesse de um clube coreano em levar Gustagol, que está emprestado junto ao Corinthians até dezembro deste ano; cabendo esclarecer que quando da formalização do empréstimo o SCI adquiriu 15% do vínculo econômico do atleta. Se o negócio for financeiramente bom para o Clube, como se dizia na época que se amarrava cusco com linguiça, até posso fazer as malas dele e levá-lo para a rodoviária!!! Posso morder a língua – e essa é uma das coisas bonitas do futebol – mas para o meu gosto, até o momento, mesmo sabendo que Gustagol jogou apenas 2 ou 3 partidas com o manto alvirrubro, o cara não está à altura do grupo colorado, mesmo que tenha sido contratado para ser reserva de Guerrero e que ficaremos sem outro centroavante ‘de ofício’.

Depois das tretas envolvendo o campeonato carioca, onde o Flamengo dá indícios de que tem um poder muito acima dos demais clubes, incluindo-se os demais ‘grandes’ do Rio de Janeiro, acho que aquela certeza que a Tchêmpions League poderia reiniciar em 15/07 pode estar prejudicada. Vamos ver o que tempo dirá…

Por fim, justificando a imagem que ilustra este post, recomendo a lúcida entrevista concedida por Seijas para o pessoal do Vozes do Gigante no youtube, a qual traz elementos muito esclarecedores sobre o período sombrio 2016/2017, em especial sobre Celso Roth.

 

 

Após escutá-lo, fiquei com a impressão reforçada que o Seijas estava no time certo, mas em um momento muito errado. Mesmo que não o considere um craque, a entrevista mostra diversos equívocos cometidos à nível de gestão de clube, dada a sua contratação para ‘substituir’ D’Alessandro, como também equívocos da comissão técnica, que poderia ter extraído do atleta um melhor aproveitamento no tempo que esteve aqui. Para mim transpareceu que esteve sempre dedicado a lutar por coisas melhores pelo clube. Transcrevo abaixo, sem querer dar spoiler, algumas frases da entrevista:

“Acompanho muito o Inter. Virei um torcedor a mais. Não só pelo time, mas pelos funcionários, pelas pessoas. Fico feliz pelo Inter estar hoje no momento que deve sempre estar”.

“Foi duro treinar em Alvorada. Primeiro que eu não queria deixar o Inter. Disseram que eu não queria jogar a Série B. Mentira, eu queria ficar. Só que o Zago não era um cara que iria me aproveitar”.

“Eu acho que sim (salvaria caso chegasse antes). Com a forma de trabalho ele conseguia fazer a gestão do grupo. Eu passei duas semanas com ele, mas eu adoro ele. Tenho uma lembrança bem boa dele. Pra trabalhar, é um cara inteligente. Que fala as coisas na frente. E coloca a alegria quando o grupo precisa. É o Lisca Doido, cara”.

Mas a principal frase da boa entrevista concedida pelo venezuelano se refere a Celso Roth:

“Aprendi muito com o Celso Roth sobre o que não fazer quando for treinador”.

Dado o que já vivenciamos, achei esta frase tão definitiva a ponto de ser digna de ser emuldurada!!! Inclusive, se existisse um decálogo com os 10 mandamentos que todo treinador de futebol deveria observar, certamente não agir como Celso Roth seria um deles.

 

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Author: Régis Martins

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