Inesquecível

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Ainda no embalo de recordar a partida disputada no inesquecível dia 17/12/2006, que coroou o SCI com o título mais importante da sua história até aqui, à exemplo dos posts muito bem colocados pelo Louis e pelo Mauro, rever novamente o jogo no último domingo renovou toda aquela gama de emoções, sentimentos e orgulho que nós colorados sentimos naquele dia de luta que culminou com a glória máxima, destacando mais uma vez a grandiosa façanha cometida por toda aquela equipe, mesmo que não seja considerada por muitos (e por mim também) como o melhor time que vestiu o manto alvirubro.

Rever a partida foi mais uma vez relembrar a verdadeira seleção “quase imbatível’ que era a equipe catalã, o que vem provado pelos poucos jogos que a equipe espanhola perdeu naquela temporada antes de chegar ao Japão para disputa do Mundial Interclubes promovido por uma certa entidade máxima do futebol composta pela famosa sigla de 4 letras. Inclusive, me vem à lembrança o jogo que o América/Mex terminou goleado e humilhado na semi-final, e meus colegas de trabalho, que eram todos secadores, afirmando com aquela certeza que lhes é peculiar que conosco a história seria igual ou até pior do que acontecera com os mexicanos. Lembro que minha reação foi dizer que não havia jogo-jogado, quando fui interpelado de forma repentina pelas palavras ‘nunca serão!!!”, as quais eram repetidas pelos nossos co-irmãos como um mantra, pois consideravam que o seu inferno astral tinha terminado em agosto daquele ano quando a América havia sido pintada de vermelho pela primeira vez; somada as palavras de que ‘desta vez’ o Ronaldinho não iria decepcioná-los.

Lembro da espera e da grande ansiedade da torcida naqueles dias que antecederam a final, e sobretudo a noite praticamente em claro e de vigília que passei à espera da manhã de domingo, sonhando no dia que estaríamos alcançando a maior glória que um clube de futebol pode alcançar.

E quando a manhã chegou tudo que a torcida sonhou e sofreu durante tantos anos, foi recolocado no seu devido lugar!!! E mais, com ingredientes que nem o mais positivo dos colorados poderia imaginar.

Equipe valente, jogando de igual para com o badalado time espanhol, defesa firme, e por que não, impecável  – aos que alguns posts atrás compararam Victor Cuesta com Fabiano Eller puderam comprovar que o argentino, embora jogue o fino da bola, ainda tem alguma grama pra comer para poder se comparado ao brasileiro –, tanto que várias vezes durante a reexibição da partida vi Galvão Bueno dizer que a dupla de defesa não havia perdido nenhum lance para os astros do time do Barcelona, sendo enaltecido por Falcão e por Arnaldo dizendo que não demos nem um único ponta-pé no Barcelona, o que se manteve até o final do jogo que nos valeu aquele título.

Meio campo consistente, mesmo que Alex não tenha conseguido jogar tudo que sabia (tendo sido bem substituído por Vargas) e que aquele que posteriormente nos renegou (não irei mencionar seu nome) tenha jogado dentro de suas limitações, mas com aquela vontade que lhe era peculiar (inclusive quase tendo tirado Índio do jogo, com aquela cotovelada desastrada), sendo que dos 3 quem mais jogou foi Wellington Monteiro, que jogou demais, com muita raça e determinação; laterais (Rubens Cardoso e Ceará) dedicados à marcar, tendo Ceará obtido a grata façanha de anular completamente Ronaldinho – que pra mim é uma baita lembrança daquele jogo – embora não tenham abdicando completamente de lançarem-se à frente; e o ataque que sempre causou preocupação ao adversário, onde Pato e Iarley foram incansáveis contra o meio campo e defesa da equipe espanhola durante toda a partida. Clemer também foi impecável, não falhou e ainda por cima foi decisivo nos lances em que o Barcelona mais nos trouxe perigo, em especial naquela bola chutada da intermediária por Deco que tinha a direção do ângulo direito da meta, que resultou naquela bela e elástica defesa de mão-trocada, uma das mais bonitas que já vi.

Mas e Fernandão??!! …. bom, tudo que foi escrito acima apenas e tão somente funcionou porque nosso eterno capitão estava em campo para orientar e inspirar a todos com sua tradicional e excepcional liderança, mas também por ter desempenhado com eficiência uma das tarefas mais difíceis que já vi algum jogador praticar em campo, tendo se dedicado à abrir mão de toda sua qualidade no setor ofensivo para acompanhar Thiago Motta em todos os lados do campo na incansável obsessão de impedir/prejudicar o fantástico toque de bola no meio campo da equipe espanhola, de onde eram originadas as jogadas que culminavam nos abastecimentos no ataque composto por Ronaldinho e Cia. Quem já viu atacante virar meio-campo marcador/brucutu que atire a primeira pedra!!! Parafraseando o famoso general e cônsul romano Júlio César, em 47 a.C, Fernandão enquadra-se no legítimo “Veni, vidi, vici”, cujas palavras, traduzidas do latim clássico resultam na famosa frase “vim, vi e venci’, pois desde a conquista da América e sobretudo naqueles dias que antecederam a final do mundial interclubes, sempre transpareceu à torcida que iria brigar com todas as forças para trazer para nós colorados o tão sonhado título. Nunca, jamais, escutamos alguma palavra de dúvida ou descrédito saída da boca de nosso Capitão nesse sentido. Fernandão jogou até quando o físico permitiu, quando as câimbras o impediram de continuar jogando.

Mas quando achamos que todo aquele esforço até os 35min do 2º tempo iria naufragar abraçado à insistência do Abelão … foi aí que o inesperado apareceu…

 

Gabiru, para incredulidade de toda torcida, entrou na partida e acabou marcando o gol que todos nós jamais esqueceremos.

 

 

Final da partida épico, com sofrimento à flor da pele, que acabou coroando Iarley como sendo o ‘cara’ daquele jogo, o qual além de ter jogado uma baita partida até a hora do gol, fazendo a jogada e dando o passe para Gabiru marcar, ainda teve a calma, a qualidade e a tranquilidade necessárias para ‘amarrar’ e catimbar a partida até o apito final.

 

Essa cara não tem preço!!! Será que ele assistiu a partida lá do Paraguai, ou ficou ‘preso’ a outros programas??

 

A maior injustiça do mundial ... a bola de 'prata' para Iarley

A maior injustiça do mundial … a bola de ‘prata’ para Iarley

 

 

Para mim, o único ponto negativo da transmissão da reprise ficou por conta da milésima infeliz frase dita por Maurício Saraiva, que lascou essa perola:

“Não que o Inter tenha alguma coisa a ver com isso, mas o Barcelona chegou na partida desfalcado do Eto’o e do Messi”.

Para essas tristes e desnecessárias palavras de desmerecimento, vou me valer da resposta dada por Nobrinho, que era assessor de imprensa o Inter na época:

“Messi era um menino na época, o Eto’o, sim, fez falta. Assim como o Rentería, no Inter. Maurício perdeu ótima oportunidade de ter se calado. Parece que o sucesso do Inter o incomoda…. Que pena”.

 

 

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Author: Régis Martins

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