CORAJOSOS | BLOG VERMELHO : Sport Club Internacional

CORAJOSOS

4.8
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Uma das razões que me trouxe aqui foi o fato de estar me sentindo muito sozinho. Não falo tanto da vida em si – em que pese com a velhice vem a solidão, afinal, os nossos vão fazer as suas vidas e os velhos ficam de estorvo. Estava me sentindo sozinho como Colorado mesmo. Alguns muitos parceiros desta caminhada de alegrias, sofrimentos, gritaria e festança pelo Beira Rio, partiram; outros encontraram em outras coisas maior importância às suas vidas e eu, bem, eu fui ficando meio solito com o Internacional, e a ausência de vitórias e glórias vez ou outra pareceu querer me empurrar para o abismo.

Aí encontrei no BLOG VERMELHO a chance de, de alguma forma, botar pra fora essas minhas angústias Coloradas. Que não são só minhas, é verdade, mas da maioria por aqui; tornando meu sofrimento não mais tão difícil já que os parceiros se acuieram não é mesmo? Ou deveriam.  Então, já me justificando, não vim aqui fazer ninguém de cobaia para minhas loucuras ou desalentos, mas encontrar em todos vocês que insistem em ler das bobagens que falo e escrevo, Colorados que assim como eu não se entregam, mas sofrem em ver algumas coisas que acontecem e se repetem no time e no clube.

Eu vi alguns times do Internacional em campo. Muitos bons times, times médios e corajosos. E times ruins, muitos deles também corajosos, apesar das deficiências técnicas. Vi alguns e alguns jogadores jogando pelo Internacional. Muito bons jogadores, jogadores médios e corajosos. Muitos corajosos com deficiências técnicas: os populares ruins, mas esforçados. Vi times que nem deveriam ter entrado em campo e outros que valiam mais. E, principalmente, vi jogadores que nem deveriam ter vindo pra cá e outros que mereciam melhor sorte da torcida. Querem exemplo? O centroavante Alecsandro que fez gol a “riviria” por aqui e a torcida malhava.

Esse meu sentimento de sofridão, que alguns podem sugerir até falta de coragem – de aceitar e seguir em frente – e que estava ficando adormecido pelo calor do convívio com os patrícios por aqui, voltou com força nos últimos dias. Faz dois jogos do Internacional que a pau e corda consigo ver o primeiro tempo e… desisto. Pode ser porque não estou gostando do estilo do futebol e não vejo a coisa desenvolver como deveria ou, o que me parece mais lógico, pois a cousa se repete (e se repete!) e ao se repetir redundantemente fica tudo como está.

Parece que a chama no fim do túnel beira se apagar. Sorte que ela é teimosa. O Gigante nunca se apaga.

Vi quase de tudo no que envolve o Colorado, mas, sem medo de ser feliz, sei dizer quando é preciso ser muito corajoso para seguir acompanhando o Inter: quando na escalação, vez mais, vejo Rodrigo Dourado e Edenilson ainda vestindo a camisa do Internacional e, o pior: titulares. O ato de coragem não é de quem insiste em colocar em campo, porém de quem ainda encontra sussurro na garganta para apoiar e gritar por estes.

Se ser torcedor Colorado é flertar quase que diariamente com o sofrimento, feliz de nós os corajosos que não se entregam mesmo quando o abismo parece querer nos puxar pra dentro dele. Ainda que vontade de entregar os pontos não falte, lembramos que é o Inter e com ele sempre podemos andar lado a lado mais um pouquinho.

Somos nós os corajosos. Colorados do sofrimento. Colorados corajosos. Corajosos do sofrimento.

Sempre Colorados!

 

CURTAS                                                                              

– Em entrevista, Mano Menezes falou em manter um grupo de 30 jogadores para a sequência. Considerando os que ainda devem chegar, teríamos de tirar 10 jogadores do grupo. Façam suas apostas;

– Não vai muito e até o Moisés volta com pompa de grande jogador. Agora, pasmem: de zagueiro;

– Não sou de me furtar. Thiago Galhardo já deu o que tinha que dar;

– A política do Internacional fede. Fede muito e não é de hoje. O episódio revelado ontem é só mais um triste capítulo dessa história podre. E sem inocentes pelo visto;

– Tava vendo um vídeo bem legal do Taison batendo uma bola com o filho do Nilmar, que parece ter muita intimidade com a coisa. Mas ficou também uma pontinha de inveja do nosso craque: quisera eu estar lesionado com tamanha daquela desenvoltura!

 

PERGUNTINHA

Se empata com o time da polenta, vai ganhar de quem?

 

Corajosos, sempre, Nação Colorada!

PACHECO

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Author: Nestor Pacheco

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