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CONTINUEMOS

4.8
(56)

Meu erro não foi sumir daqui por tanto tempo, mas sim deixar de avisar que assim o faria. Falar que estou de férias no litoral, logo eu que passo boa parte do ano entediado em forma de aposentadoria é quase heresia, mas a verdade mesma é que estou pelo litoral curtindo derradeiros momentos, relembrando outros tantos que por aqui tive a satisfação de viver. Mesmo que brevemente ou meramente de passagem.

Sobre a Copa do Mundo minhas linhas serão breves.

O Esquadrão de 1970 eu não vi, somente imaginei pelo rádio. Quando enfim chegou a minha vez diante da televisão, de sorver do futebol arte, foi aquela decepção de 1982. Nunca me recuperei daquilo, admito. Em 1994 passei os olhos em função dos Colorados do time e de Romário que sempre gostei. Em 2002 não foi diferente. Vencemos e ganhar é melhor que perder sempre, porém aquilo não cativou minha existência. Não olho um jogo completo de Copa do Mundo há bastante tempo. Perdi o tesão. E sobre mais este fracasso da nossa, vos digo que não me surpreendeu. Quem me conhece sabe o que penso do pastor Tite e Cia.

Voltamos ao mundo real, pois.

A casa na praia aqui é da família da minha senhora, há mais de três décadas. Tal qual refrigerante dois litros, quando surgiu era o povo vindo pra cá com todo gás. Num verão o finado Sapucaia (não lembro mais o nome, só o apelido) dormiu na sua Kombi pois dentro de casa nem pensamento (bom) entrava mais. Há uns 15 anos resolvemos aumentar, enfim, a casa. Dei minha contribuição. Engraçado é que depois disso, com a casa maior, o povo foi sumindo. Jamais chegou de novo ao ponto de lotação máxima da versão antiga, quiçá da nova.

A dura realidade é que a família foi se esfarelando. Muitos bons já se foram, ou porque morreram ou porque se perderam na própria vida…

Demos seis temporadas no “litoral” para Edenilson. Jogando em casa, sem muito comprometimento tático por fim. Chegou num momento osco, é bem verdade, mas foi muito bem recompensado nos anos seguintes. De jogador mediano a super craque. De salário de milhar para quase milhão. O mais engraçado de tudo isso é que depois das tantas “reformas e ampliações” no seu vínculo com o clube, nada mais foi como antes. A realidade não ficou mais fácil e o mesmo parece ter se perdido no próprio personagem que criou.

Pois decidiram vender a casa aqui da praia, neste belo litoral gaúcho, um dos mais pujantes do Brasil (contém ironia, acalmem-se). Terra do Bola Mar, do Garota Verão, das Corujas; embora eu gostasse dos tempos do velho e bom Babilônia, que há muito mandaram desmanchar.

Incrivelmente não fiquei tão chateado com essa história. Faz tempo que eu já estou preparado pra isso. Sentirei falta da praia em si, dos amigos que conquistei na imaginação e nas caminhadas, das gargalhadas que o ar litorâneo e a maresia me proporcionaram, dos filhos e netos que cresceram correndo pelo pátio, dos cães que tanto gosto e que tanto amaram e amam este lugar…

Mas a vida continua!

Se eu que tantas conquistas alcancei por aqui sei que é para frente que se anda, e que Deus quando fecha uma porta nos dispõe de janelas abertas, não creio que haverá alguma alma que consiga lamentar a saída do camisa 8 que, por aqui, nem mesmo disputa de par ou ímpar ganhou. O mesmo vale para o camisa 7.

E que eu nunca mais precise voltar a tratar desse assunto, e que eu venha acá realmente para falar do que vem pela frente. Do passado somente as boas recordações.

Entre uma caipirinha e outra vou matando a saudade só do que valeu a pena. Espero que o Internacional faça o mesmo daqui para frente.

O Inter, afinal, vai continuar…

 

CURTAS                                                                              

– Trinta anos do título da Copa do Brasil; quarenta e sete do gol iluminado, um a menos do bi nacional. Ainda temos o tri invicto e o mundial para comemorar. O mês de dezembro, de regra, sempre gentil conosco;

– Dos negócios de venda, duvido que o Inter vá segurar alguém com uma proposta relevante. Até mesmo Keiller. E se passar de 20 milhões a proposta, convenhamos, goleiro tem que vender;

– Das chegadas, Mário Fernandes aprovado no psicotécnico me serve. Estamos trocando um Romero por outro e espero que eles (e eu) acertem desta vez;

– Alguém falou na lateral esquerda e concordo. Quem tem dois não tem nenhum. Ainda mais quando o guri vive nas seleções de base;

– Ainda traria um camisa 10 e um centroavante de gabarito.

– Copa, por fim: torcer para Argentina é brabo. Torcer para a França não é muito melhor. Vou torcer, enfim, para que a bola possa conseguir superar este trauma!

 

PERGUNTINHA

Lembram do Mário?

 

Feliz Natal, Família Colorada! Por garantia, um grande 2023. Para todos nós e para o nosso Colorado das glórias!

PACHECO

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Author: Nestor Pacheco

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