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Aqui, da longínqua Itapiruba, com internet intermitente e sem sinal da Claro, recebo as notícias dos nossos bons negócios para 2018. Seguindo o ritual dos anos anteriores, contratamos volantes. Eu entendo a paixão pela posição de número 5, afinal, esse é número  do maior idolo do clube, melhor jogador da história do time, mas isso já é abuso.

Nao queria falar disso, mas o anúncio da contratação do Patrick não pode passar em branco. E se o ritual seguir a ordem, ainda faltam um ou dois volantes, e nenhum meia.

Queria falar de uma modalidade de negócio bem controvertida na torcida, o empréstimo com pagamento de salários, ou parte dele, seja qual for.

Eu acho um bom negócio. Bem claro, para remediar um negócio ruim feito anteriormente, e digo isso por simples matemática.

O negócio ruim foi um contrato de um jogador por um período que não vai ser utilizado, e aí pode ser egresso da base ou vindo de outro time.  O fato é que há um contrato por x anos, com $$$$ de salário e acessórios.

As opções são reduzidas, ou cumpre o contrato ou rescinde, normalmente pagando todo o valor. Matematicamente, a saída de recursos é a mesma, diferida ou não no tempo, e o retorno é ruim, pois ou treina em Alvorada, ou joga, e vale a máxima de que jogador ruim no plantel, uma hora vai jogar.

Daí emprestar pagando parte dos salários e acessórios se torna um bom negócio. O clube tem uma despesa menor do que teria com o atleta em Alvorada, coloca o jogador em uma competição, que pode até ser uma vitrina para eventual negócio, contando que possa ter um bom desempenho. Se for egresso da base, até ganha experiência.

O revés é a falta de sequência da preparação física, e, eventualmente, a possibilidade de lesão. Na pior das hipóteses, uma desvalorização pela reserva em um time menor.

Ainda assim, creio que o ganho financeiro é maior, partindo do princípio que não seriam aproveitados mesmo no clube, mesmo que o pagamento por parte do Inter seja maior.

Claro, isso não deveria ocorrer com 40 atletas, pois revela uma administração muito ruim na contratação e duração dos contratos, seja da base, seja de outros times.

Esse é um problema recorrente, que afeta a atual administração também, a exemplo dos prazos de empréstimo do anunciado Patrick, e do contrato do Dudu, como foi com Danilo Silva e outros.

Nao vejo isso em outros times. Vejo que outros clubes perdem jogadores com o final dos contratos, ou com propostas por uma boa temporada do atleta, mas, mesmo assim, não abrem mão de contratos por uma ou duas temporadas, e valorização ou prorrogação de acordo com o desempenho.

O desgaste de um número muito grande de atletas não aproveitáveis é grande para a direção e para o clube, ainda que consiga emprestar todos, e anuncia que alguma coisa tem que mudar nessa política de contratações. Até agora, não mudou, mesmo com tantas lições.

p.s: Feliz ano novo, boas festas e um 2018 melhor para todos nós.

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