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Tempo é relativo

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Em 1905 um obscuro funcionário do escritório de patentes da Suíça, chamado Albert Einstein expõe uma ideia revolucionária, dizendo que o tempo não se desenvolve da mesma forma  para todo mundo, que, por exemplo, o tempo do décimo andar não é o mesmo do térreo. Em 1915 ele completa a teoria da relatividade geral, com proposições que somente foram comprovadas 100 anos depois, e mudou a forma como os físicos se referem ao tempo, introduzindo o binômio espaço-tempo. Tudo isso estudando a gravidade.

Escrevo isso minutos depois que Eduardo Baptista caiu no Palmeiras. Caiu, tudo a ver com a gravidade.

Seu clube lhe deu tempo, além de milionários e qualificados reforços, mas resultados constrangedores lhe tiraram da árvore, tal qual a maçã de Newton.

Eduardo Baptista não é propriamente um emergente, havia feito um excelente trabalho no Sport, completado por Falcão, e a Ponte era um time muito bem organizado, tanto quanto era carente de recursos técnicos.

Nunca teve sequência  vencedora por mais de um ano, nem tem currículo de títulos, mas tinha um trabalho marcante.

Baptista é contemporâneo do Zago, assumiram na mesma época em times diferentes, com elencos modificados, mas um vinha de consagrada vitória, outro de vexatória queda.

E o tempo, como previu Einstein, correu diferente para ambos. O Palmeiras entendeu que deu tempo suficiente ao treinador, mas não viu resultados, ou os viu muito ruins. O clube não chegou nas finais do paulistinha e sofreu uma vergonhosa derrota para a Ponte, não pelos 3×0, mas porque poderiam ser 6 na sacola. E patina na libertadores, mesmo contando com os campeões em seu time.

Zago tem iguais resultados vergonhosos, um sétimo lugar, derrotas para times muito inferiores, classificação milagrosa e um time que não engrena.

Paralelo ao Palmeiras, tem alguns bons momentos, mas não mantém regularidade na alta, não oferece nenhuma confiança ao torcedor.

Baptista caiu por suas ações, por escolhas erradas, táticas e de jogadores. Time grande não tem muito tempo de testes, não permite que escale o mesmo jogador em várias posições diferentes, até encontrar onde rende mais e melhor. Qualquer semelhança nao é coincidência. Fosse eu o presidente do Palmeiras, o teria demitido na vitória sobre o Penarol, porque aquele primeiro tempo simplesmente não é aceitável. Semelhanças??

Mas o tempo nao é igual para todos, é relativo, varia conforme a posição do observador, e nossa direção dá claros sinais de que Zago ainda tem tempo, mesmo sem resultados, mesmo sem um time confiável.

Ano passado,  demos muito tempo ao fracasso, e quando vimos, a maçã caiu.

 

 

 

 

 

 

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Author: Mauro loch

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