PRIMEIRA FINAL DO ANO

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O Inter jogará sábado sua primeira final do ano, presente depois de 22 anos.

Confesso que títulos da categoria de base não impressionam, prefiro que prepare jogadores para o profissional do que seja campeão. Mesmo com título de aspirantes e bons resultados, são poucos os atletas aproveitados pelo clube nos últimos anos, e a isso atribuo grande parte de nossa crise técnica e financeira.

Bem, quanto ao jogo, foi uma partida de encher os olhos, com os 15 minutos iniciais em altíssima voltagem, marcação em enxame em diversos pontos do campo e recuperação rápida da bola. Praxedes novamente mais participativo, e Murilo coordenando a saída de bola.

Critiquei Guilherme Pato por suas finalizações e o guri acerta um belíssimo chute depois de conduzir a bola, rasteirinho, no canto. O Inter sentiu a lesão do lateral direito, que também assustava e ajudava na saída de bola, e o Corinthians ensaiou crescer um pouco, mas sempre muito bem contido. A perda de Murilo, deslocado para a lateral, foi sentida também. Volnei é bom jogador, muito inteligente, mas não tem a dinâmica de Murilo, jogador a ser melhor observado.

O nome do jogo foi Pato, com sua intensidade impressionante, veloz, chato na marcação e muito bom nas roubadas de bola. Assim nasceu o segundo gol, com cruzamento perfeito para Matheus aparar sozinho para o gol. Sozinho na área é mérito de atacante. Pato ainda dá um pique impressionante no meio do segundo tempo, e outro passe preciso para Matheus, que limpou e chutou errado, o que poderia liquidar a partida.

Aí o time cansou, reduziu a intensidade e o Corinthians cresceu e quase marcou. No primeiro tempo, foi uma defesa importante do nosso goleiro apenas. O Corinthians resolveu atacar mais pelas pontas revelando dificuldades do Inter na bola aérea e um meio já cansado que passou a marcar pouco. Pato, depois daquele pique, pediu para sair, e Nicolas entrou no time. Não tem a mesma intensidade e disciplina tática de Pato, mas fez um golaço de fora da área, liquidando o jogo.

O Corinthians atacava mais, o Inter se defendia, Cesinha comandava o meio, mas o jogo estava definido. Novamente Matheus foi regular, Leonardo mostra que tem condições de subir e Cesinha merece aproveitamento. Caio, o centroavante é outro destaque, muito brigador e com alguma técnica, destoa dos grandalhões que ocupavam a posição até bem recentemente.

Taticamente, o Inter foi mordedor durante todo o jogo, com pequenos intervalos compreensíveis pelo nível de intensidade. Nesses intervalos, a marcação não é bem ajustada, e o treinador precisa corrigir isso.

No final, gol de falta no que achei falha de nosso goleiro. Aliás, seu tempo de bola aérea é muito ruim, quase igual ao Lomba, e a bola alçada na área foi um tormento o jogo todo.

Mesmo assim, 3×1 foi um placar elástico e o time impressiona pelo conjunto e pela forma de jogar, que poucas vezes se via no Inter em qualquer das categorias. Agora é esperar pra ver o time titular amanhã.

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Author: Mauro loch

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