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O melhor

Certa feita, um bom amigo de São Paulo contou uma história bem interessante. Ele trabalhava  em um grande banco estatal, e tratava de um negócio de centenas de milhões de dólares com um grande banco americano, muito famoso no início dos anos 2000, modelo de instituição na época. O lema do banco estatal era algo como ser o melhor….

Pois bem, assinados os contratos, foi emitida uma nota promissória no valor do contrato, assinada pelo banco brasileiro, de algumas centenas de milhões de dólares. A nota erra um acessório, importante, bem importante, mas não essencial.

Dois meses depois, recebeu uma ligação de um apavorado empregado do banco americano, pois havia perdido a nota promissória, e pedia a emissão de outra.

Aí ele cunhou a expressão: não basta ser o melhor, tem que ser bom.

Odair, em entrevista essa semana, ou relato de entrevista, disse, pela sua curta experiência de base e de treinador, e de futebol,  que identificar o jogador muito ruim e o fora de série, é fácil. Difícil é identificar o jogador que será bom.

Em um mar de pernas de pau, ser o melhor é relativamente fácil, o destaque vem ao natural, mais complicado, porém, é ser um bom jogador, e é exatamente disso que um bom time precisa.

Um time formado por bons jogadores tem mais chances de ser um time vencedor do que aquele que conta com um fora de série, cercado de jogadores ruins e medíocres. Em um time de jogadores bons, talvez até um fora de série sobressaia mais, mas sua ausência talvez não seja tão sentida quanto em um time de jogadores ruins.

Digo isso porque o Inter deveria investir em jogadores bons, sem a cobrança de que todos os contratados ou egressos da base sejam foras de série. Também não precisamos ir atrás do melhor jogador de um time, se ele não for bom.

É claro que o ideal seria ter uma seleção, com 11 foras de série, mas isso não acontecerá tão cedo. Atualmente, sequer um bom lateral direito temos, e essa falha pode redundar em comprometer todo o sistema defensivo, e, talvez, o ofensivo também.

Curioso é que a lateral direita do Inter é uma falha há muito tempo, que já foi objeto de diversas tentativas, até o momento todas sem sucesso. Nem sei bem dizer qual foi nosso último lateral direito bom, mas me preocupo quando lembro das jogadas do Nei.

Atualmente, Ruan nada mostrou, Winck segue o mesmo e Dudu acho que ainda não completou 90 minutos em um jogo. Para um problema de longa data, é muita ineficiência. Talvez tenhamos buscado os dois melhores laterais direitos da série B, sem a preocupação se seriam minimamente bons.

Author: Mauro loch

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