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Não por acaso

Não por acaso  o gol de empate saiu exatamente quando Gabriel Dias saiu. Não é acaso  o Inter estar perdendo com ele em campo; o histórico mostra que o time não ganhou nenhum jogo com ele em campo, e não se entende porque ontem seria diferente.

Pessoalmente, nada contra Gabriel Silva; é um profissional que faz seu trabalho, mas como em todos os campos, há bons profissionais e outros não. No Inter, infelizmente, o bom profissional é aquele que corre muito, chega cedo nos treinos, obedece fielmente ao que o treinador diz, mesmo que faça tudo errado em campo.

A bronca de D’Alessandro no meio do segundo tempo, quando ele ocupava a lateral direita deixando um buraco negro no meio do campo deveria ser o estopim para que nunca mais jogasse no Inter; mas se está no grupo, vai jogar, mesmo cometendo erros primários.

Essa máxima a direção precisa entender. Jogador ruim vai jogar, e vai prejudicar o time com sua ruindade ou falta de habilidade para a profissão. Gabriel Dias foi nossa primeira contratação de 2018, quando já era reserva do Paraná, time que atualmente ocupa a lanterna da série A.

Jogadores desse naipe não podem ser contratados, e, se forem, devem ser negociados imediatamente. Nada melhor que reconhecer o erro e tentar corrigi-lo o mais rápido possível.

Volto a dizer, não é Gabriel Silva, mas a filosofia e o que representa esse jogador. O Inter já errou em várias contratações dadas como certas, e já se deu bem em contratações duvidosas, como o caso do Patrick, mas há um tipo de contratação que não pode dar certo, e reserva de time da série B é um tipo que tem todos os elementos do erro.

É muito difícil entender essas contratações. Eu aceito e, de certa forma concordo, com jogadores da base que são ruins. O funil é pequeno, poucos são os que se firmam no time profissional, mas a base já criou uma mínima identidade com o clube, que credencia o atleta a ser testado. E Charles estava no banco, então podia jogar.

Não morro de amores por Charles, mas se Dourado recuperou seu futebol, Charles também pode fazê-lo, e despontou bem em suas primeiras partidas, sucumbindo naquele fatídico grenal do Zago. Já Gabriel Dias só mostrou correria. Era constrangedor ver quando se apresentava e os companheiros recusavam lhe passar a bola. E o time jogou com um a menos, pelo menos. Jefferson, que sucumbiu também aos seus primeiros 45 minutos entre os profissionais, retornou à base e tem jogado muito bem, reforçando a ideia de que se é para usar jogadores ruins, dê preferência aos que já são do clube.

Odair demorou muito tempo para entender o jogo do Furacão, com uma retranca muito bem armada, com ênfase na marcação de Damião. Nico quase não foi utilizado no primeiro tempo, já que D’Alessandro jogou aberto pela esquerda, e sofreu marcação bem rígida dos paranaenses. Odair deveria ter liberado D’Ale do corredor e o aproximado de Nico, pois Patrick estava fominha e desperdiçando bolas.

Ao sair Damião a tática foi incompreensível, pois aumentaram as bolas alçadas na área, embora WS tenha entrado muito bem no jogo, o que reafirma a incredulidade de não ter sido tratado como opção durante campeonato. Aproximando Nico e WS, as jogadas fluíram mais, mas o time realmente melhorou com Rossi, e sua sanha incendiária usual. Porém, veio Pottker fazer o time jogar com 10 novamente, mesmo com sua participação no pênalti.

Juan Alano começou muito mal, mas depois deixou de querer ser Edenilson e passou a jogar como fazia na base, melhorou muito e mostrou boa visão de jogo. A falta de ritmo e entrosamento com os companheiros também pesou.

Odair se enrolou em um jogo que deveria ter sido fácil, mesmo com a boa armação do treinador do furacão, que deve concorrer como revelação também, fazendo um bando de jogadores ruins encaixotar o time do Inter.

Enfim, três pontos importantes e essenciais para qualquer pretensão, e um futebol que deixa clara a necessidade de reforços titulares e alternativas de jogo. Há muito trabalho para 2019, que necessita muito da vaga direta para a Libertadores, e muita atenção da direção, para que contratações como Gabriel Dias não se repitam.

Author: Mauro loch

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