FUMAÇA

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Essa foi a pior atuação do Inter desde a chega de Coudet. Nem os primeiros jogos mostraram um time tão desconectado, separado, sem a menor ideia de conjunto.

Sim, fomos um amontoado de 11 jogadores com uma disposição tática defensiva, mas nenhuma armação ofensiva ou articulação com a bola nos pés.

Isto posto, não sou daqueles críticos mordazes que fazem terra arrasada por uma atuação, até porque, mesmo sendo a pior de todas, já estivemos bem perto no início, e as duas partidas da fase de grupo na Libertadores mostraram uma grande evolução.

Não só isso, a partir de uma substituição, já foi possível ver, contra o Esportivo, uma melhora no time, que passou a ser um pouco mais organizado, ainda que sem poder de finalização.

Minha maior preocupação é o time achar que pode fazer gol sem chutar ou finalizar contra o gol adversário. De uma certa forma, até é possível, e Sarrafiore mostrou isso cavando um pênalti em uma jogada que resultaria absolutamente nada. Pênalti é quase sempre uma conclusão,  já que ainda não vimos no time um recuo da marca do pênalti, embora seja possível.

De resto, ou se chuta ou cabeceia, pois a bola não vai entrar de outra forma, e isso não vimos também no grenal.

Esse é um defeito que vinha sendo corrigido. Nos últimos jogos, Coudet tinha uma equipe que finalizava mais, que era mais incisiva, e que a posse de bola buscava o gol. Isso não se repetiu no retorno, mas também não tinha aparecido nos primeiros jogos.

Lembro que reclamei da falta de intensidade nos primeiros jogos, que vi aparecer apenas na Libertadores. O time não marcava de forma avançada, e, com a bola, trocava muitos passes sem efetividade, ainda que um pouco mais avançado. Na Libertadores isso foi muito diferente.

Digo isso porque vejo um recomeço, desta vez com um período de folga muito maior, e sem uma pré temporada coletiva.

Claro que isso não justifica algumas coisas, entre elas Pottker, que deve ter impressionado apenas nos testes de velocidade e peso, provavelmente treinando sozinho e driblando cones. Pottker, além do pênalti, tem uma conclusão a gol, no travessão, e uma jogada de linha de fundo. Não tem retenção de bola, passe, lançamento ou qualquer coisa que valha. É pouco, ainda mais contra o Esportivo.

Patrick também esteve desaparecido, ao lado de Nonato, e ambos só melhoraram com a entrada de Galhardo. Aliás, o time só se mostrou um pouco organizado com o ingresso de Galhardo, cuja ausência só se justifica por algum problema não relacionado ao futebol.

Peglow ingressou e mostrou que tem ímpeto e vontade, além da coragem de partir pra cima do adversário, Jussa não comprometeu, mas não mostrou muita coisa, e não compreendi jogar como lateral esquerdo, onde temos um monte de jogadores, e gostei novamente do Zé Gabriel.

Embora o gramado tenha se apresentado sofrível, impedindo que a maior qualidade aparecesse, Coudet não montou um time para jogar em bolas estendidas; e é uma escolha dele, até porque não temos um centroavante finalizador no elenco.

Em suma, foi uma apresentação sofrível, mas não fora do esperado. Essa, a meu ver, é a desculpa única que deveria ser usada por um resultado diferente da vitória, o resto é cortina de fumaça.

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Author: Mauro loch

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