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Sim, encaminhamos a classificação, não só pelo resultado, mas pelo retrospecto no nosso estádio, pela volta de D’Alessandro, possivelmente, e pela recuperação de Lindoso.

O jogo não apresentou surpresas, Mano, acuado, tentou atacar e o fez bem nos primeiros minutos, também favorecido por alguns erros de passe na saída de bola, do Bruno e Patrick, mas que foram bem contidos pela defesa e pela sorte dos erros de arremate de Thiago Neves e Sassa.

Depois o Inter equilibrou o jogo, mesmo sem alternativas ofensivas. Essa era a estratégia, clara, de Odair, já a tinha testado contra o Fluminense, colocando Sobis como o responsável pela retenção de bola, o que sabidamente não daria certo, mas seria compensado por sua experiência e a escolta de Edenilson e Patrick, muito diferente de ter Rithely e Zé Gabriel como opções.

O que se viu, então, foi o controle do jogo, bolas esticadas para um Guerrero muito bem marcado e as tentativas individuais de Nico, o único que arriscava alguma coisa diferente da troca de passes laterais e recuos, no deserto que era o campo de ataque.

Lomba passou sem grandes sustos, talvez um ou dois, mas a defesa estava bem postada e o Cruzeiro procurava uma bola parada; quando conseguia, novamente a defesa se saia bem.

Bruno cresceu, conteve Pedro Rocha, Sassa dava trabalho mas Thiago Neves estava felizmente inoperante, seja pela marcação, seja por ele próprio.

Pouco mudou no segundo tempo, senão nova tentativa de encurralar o Inter, mas não durou muito. O Inter jogou com frieza, sem buscar o gol a todo momento, controlando o jogo e irritando o cruzeiro, que passou a errar jogadas básicas e os atletas foram tomados pelo nervosismo.

Wellington Silva entrou bem, embora absurdamente isolado, mas era o conceito que Odair tinha pedido, segurar a bola, sem grandes arroubos ofensivos. Edenilson o coloca na cara do gol. No primeiro tempo, Guerrero também cria, com Uendel, a melhor chance do jogo, que esbarrou no “se” do Dodô. Fabio faz duas grandes defesas, no WS e Guerrero, após mais uma infantilidade do Cruzeiro aproveitada por Patrick.

Aí a falta que Guerrero bateu com perfeição, defendida com quase perfeição por Fábio, no limite do possível, e que o rápido e atento Edenilson arrematou e acabou com o jogo. Talvez com um pouco mais de insistência, o Inter matasse o jogo lá mesmo, ampliando, mas não é o conceito de Odair, e, convenhamos, com todas as minhas restrições, esses conceitos estão nos colocando em posição privilegiada para a próxima partida, porque o Cruzeiro é um time diferente no brasileiro e na Copa do Brasil.

Destaco uma certa regularidade de Uendel e Bruno, ainda com falhas, mas com atuações mais sólidas na defesa e boas chegadas no ataque. Lindoso, que tanto critiquei, e acho que com razão em suas primeiras partidas, está muito bem adaptado na função e se achou com Edenilson e Patrick, que joga muito melhor quando modesto, quando não se acha o craque na meia esquerda.

Guerrero e Nico formam uma dupla excepcional, pois são 4 marcadores que seguram. Guerrero rende estabilidade no ataque, Nico o imprevisível. Ainda que não esteja marcando gols, Nico é o elemento que pode gerar surpresa no Inter, o único, e cresce muito quando D’Ale se aproxima para jogar. Não acho que deva sair do time sob hipótese alguma, mesmo que WS tenha feito boas entradas, pois é um jogador muito mais previsível.

Sobis esbanja experiência, embora essa tenha lhe faltado contra o Flu,no primeiro gol, mas não é o sujeito para substituir D’Ale, e Odair, mesmo com resultados, precisa buscar essa solução quando usar o time reserva. Só o fato de Parede e Pottker não terem ingressado já me pareceu um avanço.

Enfim, muito bem encaminhados, com todos os necessários e imprescindíveis avisos de que o Cruzeiro tem individualidades capazes de decidir um jogo, mas que se jogarmos focados como estamos jogando, todos os 90 minutos, será muito difícil não ir às finais.

Mais do que nunca, pela total falta de substituto, Lindoso tem que ser preservado, e Odair tem que pensar uma solução para o caso de sua falta, seja por lesão ou cartões, e essa solução não é Rithely. Odair tem 2 jogos para isso, seja testando Zé Gabriel em sua posição de origem, seja testando a mobilidade de Nonato na função ou improvisando com o Zeca como foi noticiado e me parece a pior de todas. Que aproveite o tempo.

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Author: Mauro loch

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