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EM CAMPO

4.3
(12)

O time entrou em campo para um novo jogo treino e também na copinha.

Vi alguns lances do jogo treino, e a avaliação é meramente plástica, já que selecionados os melhores momentos. O que se viu foi entrosamento, infiltração e passes, aquilo que vimos no ano passado, talvez com mais requinte.

Jogo treino é treino, e nos treinos, até Trellez fazia gols. Interessante é Lucca estar na frente de Mikael, demonstrando que vamos precisar de centroavante sim, não porque não acredito no Lucca, mas porque dois é pouco para a quantidade de jogos, ainda mais que um é recém egresso da base.

Li que Matheus Dias foi destaque também, com boa marcação e saída de jogo. Confio no guri, mas creio que lhe falta a velocidade que Gabriel tinha na recomposição, e, no esquema de ataque de Mano, essa cobertura em velocidade é muito importante.

Daí para a copinha, na vitória nos pênaltis sobre o SKA Brasil, time de incubadora. Temos destaques positivos e negativos. O negativo fica para os pênaltis mal batidos, mas muito mal batidos por nossos guris. Aceito um erro em um chute colocado, ou mais forte, mas a batida a dois passos do goleiro, fraca, é pedir para que não seja gol. Tivemos muita sorte em dois penais que o goleiro defendeu e mesmo assim a bola entrou.

O destaque positivo foi para o goleiro que pegou os pênaltis. E mais, pegou um com a bola rolando, aos 46 do segundo tempo, que certamente definiria a desclassificação do time. Já fazia tempo que não víamos isso. Embora tenha feito a ressalva de que foi mal batido, foi um pênalti defendido, coisa que nossos goleiros experientes de anos de titularidade não conseguiam fazer.

O time tem jogadores interessantes. Tortello e Matteo, e o atacante Vinicius Souza, além dos dois volantes, um parece clone do Edinho. Gostei do lateral esquerdo Rangel também, que parece bater bem na bola.

O esquema privilegia o lado esquerdo, com Matteo, Tortello e Rangel, com Vinicius completando o meio, mas chegando sempre pelo lado esquerdo. Nosso 11, pela direita,  é mais um marcador do que um construtor, e faz a cobertura do lateral nas poucas vezes em que sobe. O time fica meio previsível só jogando por um lado, mas tem dado resultados.

O adversário tinha vencido todos os jogos, é uma incubadora de jovens, com 11 ou 13 jogadores, improvisando jogadores certamente pela deficiência dos reservas. Jogou em seu estádio, gramado misto de grama natural e sintética, com apoio da torcida e arbitragem.

Não foi um jogo bonito de ver, o Inter teve duas chances claras, e três entreveros em escanteios,  esteve mais presente perto e na área adversária. O SKA teve duas chances com Hugo, uma, sozinho na área e outra no pênalti. Nosso goleiro, creio, não fez uma única defesa no jogo todo, mas pegou um pênalti.

O time é mais jovem, creio que temos um ou dois jogadores que estão no limite da idade, e até um guri de 15 anos, uma criança, jogou. A base é com outra mentalidade,  mas não dá pra dizer se vai dar certo. Claramente, é uma mudança, aproveitando jogadores mais jovens.

No time principal, fora de campo, seguem as barrigadas de contratações e o silêncio da direção. Assim foi montado o time do ano passado, com muito mais contratações do que precisamos esse ano, mas ainda acredito que estamos atrasados, principalmente na contratação de um volante titular, nem que seja para brigar com Matheus Dias.

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Author: Mauro loch

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