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DIVÃ

3.1
(32)

Empatar com o São Paulo, em termos de resultado, apenas, não é ruim. Empatar com o Bahia, perder para o Fortaleza e Goiás, em termos de resultado, é péssimo, praticamente inadmissível para o time que pretende ser campeão ou ir longe no campeonato.

Resultados ruins, contudo, podem fazer parte do futebol, o próprio Bayern foi goleado pelo Hoffeinheim, mas o problema do Inter não passa apenas por resultados ruins ou aceitáveis, mas por um desempenho muito abaixo da expectativa, principalmente nas derrotas.

Faço esse post ampliando um comentário muito perspicaz que li, sobre o desempenho de nossos jogadores e treinadores aqui no clube.

Sim, alguns saem daqui e começam a se destacar, com boas atuações, gols, entrega, coisa que nunca mostraram aqui. Outros o inverso, mostram qualidade que justifica contratações, e não apresentam coisa alguma no Inter.

Mas a pior situação que vejo é o decréscimo do desempenho. Alguns jogadores se apresentam como vassoura nova, limpando tudo, e depois tem uma baixa inexplicável (??) no rendimento, passando a jogadores medíocres, quase figurantes.

E isso tem acontecido com o Inter, nas temporadas, e agora nos  jogos.

Inegável que já fizemos boas apresentações, algumas até empolgantes, e durante 90 minutos. Depois, passamos a fazer boas apresentações em um tempo, ou no primeiro, ou no segundo, e conseguimos piorar, fazendo boas apresentações em parte de um tempo.

Estou ignorando as péssimas apresentações de 90 minutos (também não considero jogadores que nunca fizeram uma única boa apresentação), focando apenas nos jogos em que o Inter apresentou bom futebol e boa disposição, seja técnica, tática e física. Por mais que não pareça verdade diante dos últimos jogos, isso aconteceu.

Contudo, nos últimos jogos até mesmo o tempo de bom futebol foi tão reduzido que passou a ser jogada isolada, talvez, com boa vontade, jogadas isoladas. Ou seja, lampejos, quase exceções.

Mas o time já jogou bem, e por 90 minutos, então o que acontece?

Vejamos contra o São Paulo, depois de um início ruim, o Inter equilibrou e passou a jogar melhor, até o fatídico gol. Sim, parece que o gol atrapalha o time do Inter. Aí foram falhas de marcação até o gol do SP, em nova falha ridícula de Moisés, depois de ter acertado um belo cruzamento.

Se tem uma situação que não aceito é levar gol de falta lateral da intermediária. Isso nunca poderia ser chance de gol para o adversário, e é sempre contra o Inter.

Bem, a partir do gol, todo o nervosismo que tomou conta do SP quando eles levaram o gol, e que não foi aproveitado pelo Inter, mudou de lado, e não mais sabíamos o que fazer com a bola.

Aí meu destaque; nosso problema parece ser de divã.

Sim, jogadores que, na base, partiam pra cima sem medo, agora erram passes pra trás. Um time que trocava passes com velocidade, parece chutar grilhões ou criar raízes, e, em alguns casos, parece ter um quadrado específico no campo, do qual não pode sair. E nem vou falar da falta de chutes ou conclusões.

Jogadores não desaprendem, pelo contrário, mas no Inter parece que o decréscimo é regra.

Zé Gabriel, que foi elogiado pelos passes mais arrojados, mas que errou muito também, passou aos chutões, e se é pra ser assim, Moledo é melhor. Edenílson, que se está forçando para sair ou não, já tentou bons chutes, e agora nem passes verticais.

Assistir aos outros jogos faz passar raiva. O Fla, cheio de guris estreando, todos fazendo jogadas individuais, errando, acertando, mas fazendo. O Santos, cheio de anões no ataque, fez gol no Fortaleza, e não conseguimos, mesmo com a zaga formada por Paulão e Jackson. O Ceará fez dois no Goiás, e não conseguimos vazar com um jogador a mais por 90 minutos. Não lembro da última ultrapassagem de laterais para um cruzamento da linha de fundo, e não falta velocidade nem para Moisés nem para Saravia ou Heitor, nossos cruzamentos, mesmo que resultem em gol, são no máximo da linha da grande área. Não vejo um ganho pessoal do meio campo, um drible para limpar e melhorar um passe, e sequer uma infiltração para receber um passe ainda que errado.

Mas já fizemos tudo isso, infiltrações, passes, ultrapassagens, presença na área, chutes, e até gols. Então o que acontece?

Por pouco não levamos gol de Trellez.

E vale pra nosso treinador também. Não está dando certo, mude antes que as vozes de Pedro Ernesto e Guerrinha ganhem corpo e o Inter mude (???) para Abel. Sim, vale tentar Cesinha, se Abel não vem bem, volte com Galhardo de atacante e ou Abel ou Fernandez como apoios, ou os dois. Se Marcos Guilherme não consegue dar velocidade, tente outro, mas não dá pra insistir na mesma situação que não vem apresentando desempenho, e repito, Jonnhy pede passagem no meio, mas na primeira função. E, por favor, erre com Leo Borges na lateral esquerda, não vai mudar nada com os erros de Moisés e Uendel, na pior das hipóteses, será um erro novo.

Se Musto foi muito importante para mostrar como é o esquema de sua preferência, essa tarefa já foi cumprida, e seu desempenho não justifica ficar no time.

Enfim, além de problemas técnicos, parece precisarmos de um divã, e antes o time, o treinador, o clube, do que os torcedores, senão vão começar a perguntar porque torcem.

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Author: Mauro loch

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