4.2
(16)

Perder greNAL nunca é bom, mas perder no último lance do jogo, é bem pior.

Achei que eles foram melhores na maior parte do jogo, mas não fizeram gols enquanto melhores, assim como o Inter, no período em que esteve melhor, não converteu.

Os gols saíram não de jogadas tramadas, mas, um, de chute de fora da área, a meu ver defensável, tanto que Keiller toca na bola, e o outro em bola espirrada que sobrou para finalização.

O Inter fez o seu em jogada quase individual, nascida da famigerada casquinha e no talento de Alan Patrick.

Perdemos duas chances que mudariam o jogo, uma com Bustos, e a primeira, com PH, quando achei pênalti não marcado, já que ombro nas costas é falta, mas tenho dúvidas se foi dentro da área, só vi o lance duas vezes, e prestei atenção mais na falta do que no local.

Entretanto, acho que era bola para chegar chutando, sem enquadrar o corpo, o passe do Johnny permitia isso.

Mano insistiu no erro que vem cometendo há algum tempo. Baralhas e Johnny não tem nenhuma partida boa juntos, independentemente de quem atue como primeiro volante. Ontem, foi Baralhas, e ficou perdido em campo, por vezes se sobrepondo a Johnny, por vezes ausente. Essa segue nossa posição carente e para a qual Mano não arranjou solução, relutando com Matheus Silva que é da posição e teve bom desempenho, mesmo nervoso.

Aliás, relutante é talvez a fase do Inter na temporada, pois não sabe como joga, e Mano não define. Pagou o preço ontem de uma escalação errada e de substituição errada.

Claro, foi prejudicado porque De Pena, uma constante no Inter, fez um jogo ruim, muito ruim, e sequer levou o necessário amarelo para jogar mais tranquilo nos próximos.

Mas o fato é que Mano ficou muito preocupado com o lado esquerdo deles, e retirou a bola do pé do time para forçar a marcação. Alinhando Johnny e De Pena, mas prendendo o lado esquerdo também, deixou o time só com a articulação de AlanPa, que foi bem marcado.

Ficou claro que PH é goleador, mas não é centroavante, e pode jogar ali em esquema diferente, sendo mais útil pelos lados do que enfrentando zagueiros de costas. Luis Adriano mostrou a diferença.

No ataque, o time deixou de jogar coletivamente; a ânsia de fazer gol privilegiou a individualidade, mesmo com superioridade numérica. Acho que atacante deve ser fominha, mas fomos muito, e todos.

Claro que faltou coragem na escalação, mas dentro de campo também. Na marcação mais pressionada deles na saída de bola, o Inter pouco usou o deslocamento e passes, mas, quando fez, chegou na área praticamente no mano a mano, e não aproveitou.

Mano ainda errou ao colocar Lucas Ramos no time; o jogo estava físico naquele momento, e já tínhamos um guri mais franzino na contenção. Poderia ter colocado Nico ou Tahuan Lara, talvez adiantado Renê, que fez boa partida. Ficou evidente que aquele setor precisa de reforço, embora tenha achado que Mano queimou todas as fichas tirando Baralhas e De Pena.

Não gosto do bordão, mas se é preciso aprender com o revés, que o aprendizado seja no sentido de jogar futebol dá mais resultado do que tentar não jogar. Por mais que a estratégia tenha sido recuperar a bola e sair em velocidade, ficamos preocupados mais em tirar a bola do que entregar para nossos jogadores.

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