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CHAMPIONS

4.8
(5)

Mais um final de semana sem jogos do Inter, e não costumo falar sobre os jogos ainda não ocorridos. Ficamos, então, com alguns jogos importantes do brasileiro e outros campeonatos.

Sábado foi a final da Champions, um jogaço de futebol, amplamente dominado pelo Liverpool, mas vencido pelo Real, como já tinha acontecido na semifinal. Ancelloti é um treinador vencedor, que estuda muito bem os adversários e conhece o seu próprio time, moldando os jogos e atuações conforme tais condições.

Não dá pra exaltar um modelo de jogo em que o time é salvo pelo goleiro em, pelo menos, três oportunidades. Por mais que o goleiro esteja entre os 11 do time, não é dele que se espera a solução dos problemas, até porque, normalmente, no máximo evita gols, pouco contribuindo para fazê-los.

Courtois, no entanto, foi absolutamente decisivo no jogo, tanto quanto os erros dos jogadores do Liverpool quando tiveram chances. Já o Real aproveitou o que teve, manteve um Liverpool cuidadoso com os contra-ataques e montou uma linha defensiva de 5 homens na linha da área,  como uma régua.

Mesmo sem fazer gols, impressiona como o Liverpool consegue jogar contra defesas bem armadas. Courtois foi o destaque porque a linha foi furada algumas vezes, e, mesmo em campo completamente congestionado, é um time que consegue finalizar as jogadas.

Do outro lado, o Real, atacado, consegue manter a calma, sem desespero para se livrar da bola; mesmo perdendo a posse, segue concentrado, buscando uma saída, normalmente com Benzemá, que parece melhorar com a idade.

Minha torcida era pelo Liverpool, que defende com poucos jogadores, não tem muito receio do 1×1 contra seus zagueiros e sempre busca o gol de diversas maneiras, seja com chutes, infiltrações, cruzamentos, troca de passes, enfim, um repertório de ataque que nenhum outro time apresenta.

Mas preciso reconhecer que a jogada na saída de bola no segundo tempo, no segundo jogo contra o City, merecia um título sim. Se não estou enganado, termina em um erro do Vinicius Jr., mas foi uma jogada maravilhosa, em momento que o time precisava de gol.

Por aqui, nos jogos que também chamamos de futebol, fiquei mais perambulando entre os jogos, já que nenhum conseguia prender minha atenção.

Vi um Santos bem organizado e aguerrido, como poucas vezes vi, e que merecia ter ganho o jogo. Não é um time com estrelas, e a maior contratação fica no banco, mas muito bem armado, com transição rápida e dois atacantes pelo meio, coisa difícil de ver no Brasil.

O Palmeiras segue com seu futebol regular, defesa sólida, boas individualidades e velocidade. Veiga errou o vigésimo quinto pênalti que bateu, finalmente, aliás, pênalti infantil que não entendi como o VAR levou tanto tempo para marcar.

Depois passei um pouco pelo Fla-Flu bem corrido, com o Diniz colocando em prática suas ideias, mas perdendo novamente. O Fla segue sem brilho, ainda tentando se encontrar com o novo treinador.

Por fim, o Galo assustando, mas virando um jogo em que o lateral termina como goleiro, já que Douglas foi expulso, a meu ver, injustamente, mas em saída desnecessária. Sasha foi decisivo no jogo.

Enfim, é um campeonato sem destaques ainda, sem que um time tenha apresentado um conjunto convincente para qualquer prognóstico, e, entre eles, o Inter.

Mano segue sem centroavante, sem insistir em Alemão, sem testar Cadorini, tentando um jogo de movimentação que depende do ingresso de meias na área, com David no comando, e insiste em Edenílson como criador das jogadas pela direita. Que venha o jogo.

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Author: Mauro loch

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