Carnaval

4.6
(17)

Segunda de carnaval, sem futebol no final de semana, só a derrota do co-irmão para o Caxias, eliminando a possibilidade de grenal para decidir o campeonato.

Grenal não é um jogo comum, muitos acham que identifica supremacia no Estado, que arruma casa, que desarruma casa. Enfim, grenal é mais que um simples jogo, e talvez só tenhamos mais um no gauchão.

Nos comentários do último post, um dos participantes do blog escreveu  uma coisa certa: o Inter desaprendeu a jogar o clássico. Anos de covardia nos levaram a esquecer como se vencer esse jogo, que não é apenas uma demonstração de técnica ou força, mas um jogo diferente, mental, nervoso, imprevisível.

No último, começamos bem o caminho de mudar essa história, jogando com outra postura, deixando de reverenciar as bravatas do treinador deles, pensando no próprio time, na própria forma de jogar. Aí o time cresceu, encorpou, e perdeu por um detalhe, depois de desperdiçar boas chances coletivas.

Contra o Tolima, houve um retrocesso no futebol talvez por jogarmos contra um time que marcou com muita intensidade, onde os erros resultam contra-ataques rápidos, mesmo que seus jogadores não sejam um primor da técnica.

Mas o caminho da reestruturação é longo mesmo, não dá pra imaginar que um time que jogou por anos pensando em uma oportunidade por partida, que conseguiu levar virada de time com um atleta a menos, e que não sabia o que fazer em jogos fáceis, fosse mudar a postura em apenas dois meses de novo treinador.

Eu já penso que tivemos um grande avanço, tanto de postura como de forma de jogar. Há um nítido caminho de rejuvenescimento do elenco e um novo modelo tático. O treinador tem optado por jogadores experientes, mas repete o time com jogadores mais jovens, com o mesmo esquema, preparando para jogarem a qualquer momento.

Claro que ainda temos muito que avançar, e, até o momento, algumas escolhas tem causado críticas um pouco extemporâneas, mas há um caminho diferente daquele trilhado nos últimos quatro anos, pelo menos.

A escolha por não começar com Dalessandro é a melhor amostra disso.  Óbvio que muitos reclamaram que o time não foi muito bem sem ele, mas em algum momento ele não estará mais no Inter, e aí, como fazer?

Depois de muito tempo com ele como jogador de referência, não é fácil jogar sem a sua presença, principalmente com grande parte dos jogadores já tendo jogado com ele e de uma forma totalmente centralizadora, com todas as bolas passando por ele.

Assim, não será um caminho fácil, e nem rápido, e recheado de resultados não esperados, mas é um caminho que nem a torcida lembra como é.

 

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Author: Mauro loch

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