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4.7
(16)

Confesso que sempre tive preconceito com o futebol feminino, e isso que convivo com ele desde muito tempo, já que meu pai trabalhou com o futebol feminino no Inter, faz muito tempo.

Na escola, fui colega da Marluce, jogadora do Inter, ponta esquerda habilidosa, contemporânea da Duda, se não me engano, mas acompanhava muito pouco.

Ontem assisti à grande parte do jogo das gurias coloradas.

O primeiro ponto é a camisa, com os números e nomes vermelhos, achei muito bonita, realmente muito bonita.

Do jogo, o futebol feminino melhorou muito, principalmente na qualidade técnica. Parece que mais jogadoras com toque de bola e habilidade estão aparecendo, já que a composição anterior era de uma maioria mais forte, o que é comum no desenvolvimento de todos os esportes.

Claro que ainda permanece a diferença da velocidade e força, principalmente nas conclusões, mas a forma de jogar e as disposições táticas estão muito parecidas, embora o espaço das conclusões seja menor em razão da força física, mudando muito a forma de marcação.

Gostei muito do time do Inter, com construção de jogadas, tabelas, deslocamentos. A Duda joga muito, temos uma zagueira bem impositiva, boas laterais e uma atacante boa de bola, que parte pra cima da marcação.

Também gostei muito da postura do time, que saiu perdendo e partiu pra cima do São Paulo, dominando o jogo a partir do gol, sem deixar espaço para as paulistas. O empate saiu barato para as visitantes, e fez com que o comentarista da transmissão tivesse que reconhecer o que não queria, mesmo quando era evidente. Certo que a origem conta, mas a predileção pelos times do centro do país incomoda a audiência, e eles poderiam buscar um mínimo de neutralidade, na pior das hipóteses, reconhecendo o que todos estão vendo.

Não sei onde vai parar o futebol feminino, espero que não pare, e que as gurias coloradas sigam em frente com um time forte. Boa parte do meu preconceito se esvaiu nesse jogo.

Quanto ao masculino da série A, não há time imbatível, nem muito superior aos demais.

O Inter precisa acabar com essa síndrome de vira-lata, que os mais endinheirados são melhores, que montam times imbatíveis e que fazem gol a hora que querem.

O Flu, com Ganso, fez frente ao Palmeiras e não ganhou o jogo por falta de qualidade e sorte, e não tem um time consagrado, apenas adotou um sistema tático que envolve muita transpiração, riscos e movimentação.

O Botafogo, que sempre encontra um ou dois jogadores muito bons na sua base ou de outros, também fez frente ao Fla e poderia ter virado o intervalo na frente, sem nenhuma surpresa. Com reservas, mas muito pouco diferente dos titulares, exceto por Arrascaeta, o Flapito se viu em maus lençóis para trancar um driblador.

Como já disse em outra ocasião, nunca fomos os favoritos nos títulos que ganhamos, e fomos nos que perdemos. Enfrentamos times estrelados, e o nosso só ficou estrelado depois que vencemos as constelações.

Só que estamos com a mania de seguir a imprensa e dizer que não somos e nunca seremos páreo para times endinheirados.

Claro que não acredito no título esse ano, há uma distância muito grande para tirar, e alguns times muito ruins que não vão tirar pontos dos líderes. Como sempre, lamentamos a perda de pontos em jogos contra adversários bem mais fáceis, o que faz parte dessa mentalidade de que não adianta mesmo, pois ou Galo, ou Palmeiras ou Flamengo serão campeões.

Enquanto seguirmos repetindo essa versão que só interessa aos que estão mencionados como ponteiros, não teremos chances mesmo.

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Author: Mauro loch

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