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Segunda Divisão

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Confesso que não fiquei tão chateado no último domingo. Acho que já sabia e já tinha externado toda a minha raiva nos jogos contra Santa Cruz, Ponte Preta e Corinthians e, de fato, eles foram definitivos para a queda.

Mas hoje uma coisa diferente deu um aperto no coração. A rotina de abrir o GloboEsporte pela manhã foi alterada. Acho que foi quando a ficha caiu:

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Cadê o Inter? Foto: Tiago Canadá

O orgulho foi abalado. A sensação de segurança que nos cercava era falsa. Sempre achei que seria impossível o Inter cair. Não só pelo Inter, mas porque para cair é preciso muita, mas muita incompetência. Existem muitos outros times com folhas salariais menores, incapazes de pagar malas brancas e sem torcida ou estádio. Esses times estariam, digamos, melhor credenciados para a série B.

Mas erramos. E erramos muito. Como em qualquer tragédia, foi causada por um conjunto de erros. No caso do voo da Chapecoense começou com um conflito de interesses de um dono de empresa/piloto, seguiu com um avião de baixa autonomia e fechou com um plano de voo mal aprovado. As tragédias são assim, não acontecem por um fato único e isolado.

A nossa (sim, também é uma tragédia, e para não polemizar, guardadas as devidas proporções de cada uma) foi causada por uma série incrível de pequenos e grandes erros.

Poderia listar dezenas, mas destaco a contratação e demissão de Falcão, a manutenção de Paulão Armador e Alex Perna Mole no elenco, a contratação e insistência em Celso Roth, Seijas no banco, defesa fraca, ataque fraco, relações institucionais  fragilizadas (CFB, STJD, TV) e a falta de laço na gurizada.

Não poderia ser diferente e deu no que deu.

Um rebaixamento nos faz pensar em o que é mais importante na vida. Um amigo aqui do blog me disse que o futebol é a coisa mais importante das menos importantes. Talvez seja por aí, e o momento seja de dar um foco nas coisas mais importantes das mais importantes.

Como diz a música, “Inter, eu te prometo nunca abandonar”, mas é fato que a nossa relação está abalada. E só o Inter e o tempo podem recuperar essa relação.

Aguardemos.

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Author: Enéas Gesing

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