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Guto Ferrreira é nosso novo técnico.

Ouvi e li muitas coisas sobre ele. Ontem, na entrevista pós-jogo, ouvi de nosso vice-presidente de futebol que Guto Ferreira atuou em diversas equipes, onde sempre cumpriu os objetivos propostos. Também já li que Guto Ferreira é do tipo que aceita qualquer negócio:

De Campeão Mundial a balcão de negócios, o clube, amado por seus fanáticos torcedores, é encarado por seus algozes – que passaram, anos a fio, enganando como “grandes gestores” – como meio de sobrevivência.

Nos bastidores, Ferreira, que foi o treinador que ajudou a rebaixar a Portuguesa no indecifrável “Caso Heverton”, é tido como “topa tudo”, o que, por razões óbvias, não se trata de elogio.

A informação acima, extraída do Blog do Paulinho, embora seja carregada de opinião, preocupa. É o tipo de treinador que tem nos derrubado nos últimos anos. Lisca, Argel, Roth e Zago aparentemente eram marionetes de uma direção mais preocupada com empresários do que com futebol. Quando tivemos um técnico de perfil diferente, a saber, Falcão, durou 5 partidas.

Mas deixando de lado as suposições, vamos aos fatos, analisando os números de nosso novo comandante.

Desde que deixou o Inter, em 2002, Guto Ferreira treinou diversos times: Noroeste (2003), Penafiel (2003-2004), Naval (2004), Corinthians Alagoano (2005), XV de Piracicaba (2007), Inter de Limeira (2008), Mogi Mirim (2011), Criciúma (2011), ABC (2011), Mogi Mirim (2012), Ponte Preta (2012-2013), Portuguesa (2013-2014), Figueirense (2014), Ponte Preta (2014-2015), Chapecoense (2015-2016) e Bahia (2016-2017).

Nas passagens a partir de 2012 é possível consultar mais informações:

Observando os dados acima, é possível verificar que Guto Ferreira conseguiu resultados interessantes com o Bahia. Com ele, o time levou gol em apenas 44% dos jogos. Foram apenas 0,65 gol/jogo. Para se ter ideia, o Palmeiras, campeão e melhor defesa do Campeonato Brasileiro de 2016, sofreu 0,84 gol/jogo. Outro ponto de destaque foi o ataque, que marcou 1,65 gol/jogo. Comparando novamente, o Palmeiras campeão fez 1,63 gol/jogo.

Trazendo para a nossa realidade, é possível comparar os resultados de Guto Ferreira no Bahia com aqueles apresentados pelos nossos últimos técnicos:

Interessante nesse quadro que Celso Roth teve os piores resultados em todos os quesitos. Mas como o assunto é Guto Ferreira, é importante destacar que ele só não tem melhor aproveitamento que o Abel de 2014. O time de Abel era ofensivo, marcava muitos gols por partida, mas também sofria outros tantos. Já o Bahia de Guto fazia muitos gols, mas sofria poucos.

Confesso que fui um dos que me opus à contratação de Guto Ferreira, mas em uma análise superficial com esses números, parece ter sido uma boa contratação. É claro que os contextos eram diferentes e que não estamos comparando exatamente laranjas com laranjas (Aguirre, por exemplo, teve a Libertadores no caminho e Celso Roth, um time desacreditado), mas esses números dão alguma ideia do que pode ser o novo técnico.

Se a análise está mesmo correta só o tempo dirá… Então, aguardemos.

E vocês, o que acham dos números e do novo técnico?

 

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