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A Copa do Mundo é um torneio curto, com poucas partidas, e quase ou nenhuma margem de erro.

Se as Copas de 2010 e 2014 consagraram um estilo de posse de bola, com o coroamento do tiki-taka espanhol e depois alemão, a de 2018 sinalizou uma clara mudança do estilo de jogo outrora consagrado.

As três equipes com maior posse de bola, e também consideradas como favoritas foram eliminadas precocemente: Espanha, Alemanha e Argentina.

Abaixo, a posição no ranking de posse de bola dos oito finalistas e os três primeiros colocados nesse critério (dados com jogos até 05/07):

 

A França talvez representa de maneira mais sintomática quanto a posse de bola tem sido cada vez menos importante em detrimento à efetividade e à agressividade: a posse de bola francesa no jogo decisivo foi de apenas 39%, talvez historicamente uma das menores de uma equipe campeã em uma final (se não for a menor).

Os jogos contra Uruguai e Bélgica não foram diferentes: uma defesa segura, saída sustentada pelas laterais, um estilo de jogo reativo, que não se importava com o fato de propor o jogo ser prerrogativa do adversário, mas extremamente objetivo nos contra-ataques e letal nas bolas paradas (jogos contra Uruguai e Bélgica decididos assim, além do primeiro gol da final que usou deste artifício).  E é claro, jogadores decisivos como Pogba, Mbappé e Griezmann.

A tendência que o mundial nos trouxe é de equipes muito mais reativas, e eis que ai reside a beleza do futebol, onde não há um estilo predominantemente vencedor de maneira uniforme e consistente em todos os cantos do planeta

Com a volta do Brasileirão, há uma curiosidade no estágio de evolução do modelo de jogo colorado, que apresentava cada vez mais sinais de conforto em simplesmente dar a bola pro adversário, ter uma defesa segura (uma das menos vazadas da competição), laterais jovens e velozes e não ter vergonha em marcar ferozmente e atacar quando da retomada da mesma.

A dificuldade recente de agredir o adversário e propor jogo, vide os números iniciais do campeonato onde o ataque ficou consecutivos jogos sem marcar, acaba sendo mitigada neste modelo de jogo, que encontra espaços no movimento de contra-ataque e na transição defensiva apoiada em um jogo de menos cadência e mais objetividade, com oito jogos de invencibilidade e além de bons resultados, alguns bons desempenhos.

A ausência de Patrick certamente será muito sentida no embate de quinta contra o Atlético-Pr, talvez este o maior acerto do departamento de futebol colorado. A escalação que se anuncia promove o adiantamento de Zeca para o meio de campo e três pontos são fundamentais para manter a confiança em alta e consolidar ainda mais o modelo de jogo que parece afeito às características encontradas no plantel colorado, uma tendência esta que esperamos que se confirme.

Author: Davi

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