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Devaneio ou quebra de paradigma?

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Confesso, não passava pela minha cabeça (provavelmente na de ninguém, ou quase ninguém) chegar em outubro de 2018 com chances reais de conquistar o Brasileirão.

É possível argumentar que o discurso empregado pela direção e gestão atual do clube “impregnou” esta mentalidade no âmago do torcedor colorado, com inúmeros e enfadonhos discursos sobre “ano de reconstrução”, principalmente na figura do vice-presidente de futebol, Roberto Melo. Sim, este sem dúvida é um ponto relevante, principalmente no quesito “ambição”, pois fala diretamente ao torcedor quais são as reais metas do clube para o ano.

O outro argumento refere-se aos resultados de campo… Um vice-campeonato da série B (mesmo com elenco “multimilionário” para tal nível de competição), eliminações precoces no Gauchão (com significativa inferioridade técnica em relação ao coirmão) e Copa do Brasil (para o limitado Vitória) atestavam contra qualquer expectativa de vôos mais altos no difícil campeonato nacional.

Somam-se a este cenário um elenco que não empolgava, com deficiências reconhecidas em importantes setores, para além de reforços que passavam longe de empolgar… O cenário, para alguns, era inclusive em brigar para não cair…

Os primeiros jogos do campeonato inclusive apontavam para este cenário desolador… Tudo bem que a tabela reservava os jogos mais difíceis logo de cara, mas o Inter começava a enamorar-se da zona do Z4 de maneira preocupante. Até que chegou o Grenal, um divisor de águas na campanha colorada, onde o time começou a se acertar e as expectativas foram revertidas completamente.

Nunca na historia do campeonato brasileiro uma equipe recém promovida da Série B conquistou o título da Série A… Nunca na história da competição por pontos corridos a taça de campeão ficou no Gigante da Beira-Rio…

Para colocar a faixa no peito, não são apenas as marcas acima que devem ser quebradas.. É necessário romper com um paradigma que se instaurou na mentalidade colorada e hoje é um obstáculo que, senão intransponível, parece uma barreira psicológica… Me refiro a sina de “ressuscitar mortos”..

Sabe aquele jogo quando a equipe vem embalada, com chance de assumir a liderança (ou ainda abrir vantagem pros demais adversários) contra o vice-lanterna? Contra a equipe em crise? Contra o time que não vence a “n” jogos? Contra a equipe que trocou de treinador e está no Z4?

Pois bem… Estes são os jogos contra os Américas-MG e Chapecoenses da vida… E agora contra o Sport

O Sport tem “A” pior campanha pós-copa (1V, 2E, 12D):

No referido período, Sport fez míseros 8 gols em 15 jogos (pouco mais que 0,5 gol/jogo), com retrospecto em casa de 1v (Paraná), 2E e 4D. Adicionalmente, o clube nordestino terá inúmeros desfalques (lesões, cartões e mais os atletas colorados que estarão impossibilitados de jogar pelo acordo de cavalheiros)…

Isto significa que o jogo será fácil?

Muito pelo contrário! Mas se a equipe quer ser campeã, não há alternativa senão vencer.

Uma vitória provavelmente signifique a retomada da liderança (aposto em vitória ou empate do SP contra o Palmeiras no Morumbi) e embalaria o time de maneira decisiva para uma sequência de 2 difíceis jogos no Beira-Rio (SP e Santos). No pior cenário, como joga primeiro que seus rivais, transfere a responsabilidade pros mesmos no embate de sábado.

Animicamente e psicologicamente, seria uma importante conquista, a superação de um fantasma que insiste em roubar preciosos pontos que muitas vezes fazem uma falta tremenda…

Não sei precisar qual é a raiz do problema para estes confrontos “supostamente” menos encardidos… Falta de concentração, a necessidade de um estilo de jogo propositivo, o peso da responsabilidade de vencer, um relaxamento natural ou até mesmo soberba… Talvez todos estes itens, em menor ou maior proporção.

A verdade é que passam treinadores, jogadores, direções, e o problema permanece… O que denota certamente um problema com raízes mais profundas do que parece à superfície.

Do sonho do título à concretização, reitero, só há um caminho: vencer! Para isto o Inter precisa enfrenta seus fantasmas e suas crenças limitantes, e finalmente exorcizar seus demônios.

Não tomar gol é a chave deste confronto, e não pode acontecer como contra Chapecoense e Corinthians onde o clube saiu na frente mas não conseguiu manter o resultado. Alias, a equipe tomou gol nos últimos 3 jogos, algo que só tinha acontecido anteriormente nas rodadas 11 a 13 (Santos, Vasco e Atlético-PR).

O mais lindo do futebol é que a história pode ser reescrita a qualquer momento, a cada 90 minutos.

Esta é a oportunidade em causa, ímpar, e que cujos 3 pontos, se conquistados, podem ser o fiel da balança na campanha colorada, e que pode permitir a este grupo de jogadores entrar na história do clube com uma conquista que seria muito importante no processo de retomada dos títulos.

Se esta for a mentalidade e a entrega, as chances de vitória são grandes…

O que será esta sexta-feira?

@Davi_Inter_BV

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