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Danilo Fernandes – Sem ele provavelmente já estaríamos matematicamente rebaixados (Com ele chegamos a sonhar com título: maldita lesão!)

 

Como escreveu Drummond:

E agora, José?
A festa acabou,
a luz apagou,
o povo sumiu,
a noite esfriou,
e agora, José?
e agora, você?
você que é sem nome,
que zomba dos outros,
você que faz versos,
que ama, protesta?
e agora, José?

 

O INTER e sua história são muito maiores do que o Vitório Piffero – Apesar de sua arrogância, provavelmente, fazer ele crer que seja ele maior do que tudo. Convenhamos, a única coisa maior que ele pôs a assinatura foi nos maiores fiascos da história recente do futebol gaúcho.

Conversava mais cedo com o Pablo e chegamos a conclusão de que o Vitorio Piffero age como se fosse o dono do time. Não como um dono de time lidando profissionalmente com o assunto, como os donos de times em alguma liga dos EUA, ou um sheik árabe e suas lavanderias, que buscam ajuda e consultoria profissional para ter resultados. Nada disso! Mas, sim, como aqueles donos de times de várzea, amadores mesmo, batendo no peito: “eu que mando! eu que sei!” Mais como uma maneira de autoafirmar seu ego gigante com uma competência nanica, buscando na sorte e no acaso, as vezes até na fé, o conserto de suas más escolhas.

Imaginem a cena: um banco perdendo clientes e quase falindo, seu presidente vai a imprensa e diz que sua administração está sendo boa. Ou, ainda, uma loja que não consegue vender seus produtos o gerente diz que tudo está bem, com exceção das vendas…

Agora a realidade, um time de futebol jogando mal, não vencendo e quase sendo rebaixado, após amargar um dos maiores jejuns de vitórias da história do campeonato, seu presidente vai a público dizer que sua gestão é boa! Francamente, o clube serve para vender bugigangas e acomodar pseudo-jogadores ou tem a finalidade de produzir um bom espetáculo esportivo? Qual o negócio principal e qual o assunto acessório senão FUTEBOL e bugigangas, respectivamente? Parece que o seu Vitório Pífero precisa ser avisado sobre qual é o motivo de existência do clube: FUTEBOL!

Agora, não adianta tristeza e muito menos desespero, já que nem nas eleições poderemos mudar isso, uma vez que o sistema eleitoral do INTER é feito de maneira que a decisão efetiva do futuro do clube não passe pelas mãos de seus associados. As decisões são tomadas de fato nos gabinetes e discursos do conselho para definir quem terá direito de pleitear a vaga de don… opa! Ato falho! digo, define-se na escuridão dos gabinetes quem poderá concorrer a presidente do clube. Nem Falcão teria chance num sistema assim, bastaria não atingir a cláusula de barreira que não veríamos o Rei virar presidente.

Outra coisa inexplicável é a eterna caixa preta do futebol. É sempre um mistério tanto os critérios de escolha quanto os valores e tudo mais. Eu penso que o jogador que venha para o INTER tem de ganhar bem, já falei isso inúmeras vezes. O cara sai lá de um time pequeno e vem para o INTER a diferença não pode ser uma marmita a mais por semana. O que complica são as escolhas e certas decisões inexplicáveis. Paulão tem na conta uns 60% de nosso rebaixamento e como prêmio renovam até o dia em que o Sargento Garcia prender o Zorro. Mais exemplo? Alex, Sacha e etc, etc. Não podemos mais admitir que o lucro sempre tenha dono e apenas a contabilidade dos prejuízos seja a parte que nos cabe.

O Clube só vai ser grande de verdade o dia em que abrirem essa caixa-preta, até lá seremos esse arremedo de time de ponta oscilando entre a lama e a glória.

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