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Ao Acaso

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Três títulos em menos de 10 anos! Zero em 36… É preciso analisar isso

Eu vou confessar uma coisa pra vocês: NUNCA consegui resolver o cubo mágico. Tudo bem que me serve de desculpa que o próprio Rubik, quem inventou o bichinho, levou mais de um mês pra resolver. Posso acrescentar que não procuro por macetes na internet, não gastei mais do que três horas se somar todas as minhas tentativas, enfim, uma infinidade de desculpas posso apresentar. Nada estranho a nós, pois assim como os treinadores e dirigentes do INTER depois de qualquer revés, todo mundo carrega suas justificativas pra sacar e atirar rápido como um tiro nos filmes do velho oeste.

Mas, nenhuma justificativa vai desmentir a verdade: procuro acertar ao acaso, por tentativa e erro. E vocês sabem quando eu vou conseguir assim, possivelmente nunca.

Mesmo tendo uma base de que o quadrado central é a cor que deve ser montada. “Se alguém pudesse realizar todas as combinações possíveis a uma velocidade de um movimento por segundo, demoraria 1400 trilhões de anos, supondo que nunca repetisse a mesma combinação” (from Wikipedia, em homenagem a certas “consultorias”).

Agora, me digam, de que adianta ficar girando, girando, testando e testando se no fundo nunca vai dar certo? Num simples passatempo e exercício mental, sem nenhuma responsabilidade, o problema é só meu.

Mas, joguem isso para as escolhas de profissionais feitas pelo INTER. Um clube de futebol com um orçamento anual projetado de quase R$ 300 milhões não seria muita irresponsabilidade tentar que as faces se acertem pelo acaso?

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Nem pensamento positivo puro, Tampouco sorte sem trabalho trazem o que queremos. Taí a Luana que não me deixa mentir…

Chega a dar sono uma situação dessas. Tudo bem que futebol não é uma ciência exata como a engenharia, mas muitas vezes não precisa ser gênio nem vidente pra ver que o desfecho será mais um ano pela metade, dinheiro colocado fora e nada de caneco no armário.

Três tipos jogadores que não deveriam ser cogitados:

1) Que faz leilão, aquele tipo que sonha com a Europa ou um time que pague dois reais e meio a mais pra dizer adeus. Se estiver em boa fase sempre surgirão propostas (verdadeiras ou não) pra extorquir um aumento de salário. ex: Nilmar

2) Eterna solução, cogitado pelo todo sempre por uma passagem de mediana a boa pelo clube. Esse é o mais venenoso de todos, porque se estiver em má fase cobra “ser amado pelo que já fez pelo time”. Ex: Sóbis, Bolivar, etc

3) Jogador em fase descendente na carreira, já teve algum destaque, mas visivelmente, seja por idade ou condição de saúde física e/ou mental está em decadência. Não se iludam, ele nunca vai se recuperar, tampouco recuperar o brilho. Mas, no primeiro lampejo vão dizer que está voltando a ser o craque era, que tem tudo pra dar certo e… Lá vai ele extorquir mais dinheiro do clube. Ex: Anderson, Forlan, etc.

Não é preciso ser nenhum expert pra entender o porque NUNCA darão certo: eles não estão de fato no clube, estão ali por estar. Resumindo, seria o que um amigo meu fala da lealdade do meu cachorro, eles não tem escolha já que é a gente quem dá comida pra eles.

Montar e gerir um time de futebol vencedor é como ter qualquer equipe de trabalho, os integrantes precisam ter unicidade de propósito, respeito mútuo e espírito de cooperação. Isso não é nenhuma disciplina de engenharia nuclear. Vocês sabem o que a gente consegue com isso num time, até Gabiru vira rei.

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DO-A-ÇÃO! Um corre pelo outro… E quando vê que não tem mais força, vai lá e descobre que ainda tem mais pra dar! (Adaptado do discurso que só não foi mais épico que o jogo)

Sem união, meus amigos, não existe milagre. Futebol é um esporte coletivo. Porque o Messi da seleção argentina não é o mesmo do Barcelona? Sem considerar “as obras de entorno” o clube trabalha como uma flecha, tem um único objetivo, já na seleção nacional cada um está pensando em seu contrato individual de trabalho e de como seu nome vai estar relacionado na história.

Não estou desmerecendo ninguém, isso é apenas um fato profissional. Vamos deixar a conversa mais bonita para as mulheres. De que adiantaria segurar o Alisson no clube? Se ele não quer, não tem porquê. E ainda vão dizer que a culpa é da direção. Pensando friamente, esse erro foi um acerto para todos os envolvidos (Atleta, clube e torcida).

Vamos ser sinceros, tudo vale apenas enquanto nos tem valor. Lembremos do Renan, que por algum tempo foi considerado o novo Taffarel. Hoje ninguém quer ele nem pintado de vermelho no time. O que quero dizer com isso? Se o Alisson se lesionasse ou, pior, se a genética falasse mais forte, nós lamentaríamos ele não ter fechado com a Roma.

Lembrem do Damião, chegaram propostas milionárias por ele e o clube recusou. Até que passou a fase de outro mundo (que eu ainda credito boa parte ao Falcão – Ele gastou horas e mais horas de pós treino pra ensinar o nosso varzeano favorito a finalizar melhor) e, no fim, nem nós queríamos mais ele. Sempre é melhor o atleta ir embora em uma boa fase do que Rafaelmourizar, Bolivarizar sua passagem pelo clube. É sempre “cedo” ou “tarde demais”, não existe outra percepção sobre as transferências de jogadores de nosso clube. Só que falha o clube é não haver um plano de sucessão, fica sempre girando e girando, trocando e trocando… jogando pelo ralo o suado dinheirinho dos sócios.

NA-REAL

Tudo depende do momento…

Possivelmente isso, trocar de ares, mantenha o jogador num nível elevado profissionalmente por um tempo maior e traz dividendos para o clube. Ao passo que eu acho (veja bem, EU) uma temeridade ficar gastando dinheiro aos tubos tentando recuperar atleta que não se identifica mais com o clube. Quantas vezes se gastou mais em salários mantendo uma naba a espera de que algum clube incauto levasse embora do que seria o custo da rescisão. É torrar patrimônio do clube? Depende, um carro batido com perda total também é patrimônio, mas ninguém tenta consertar ele no lugar de comprar outro em melhores condições de atender o que se precisa. As vezes uma troca de ares é benéfica a todos. Só é preciso antes de girar as peças ter um plano claro do que se quer, senão, amigos, nem em 140 milhões de anos teremos o brasileirão de novo.

 

PS: agradeço a todos os que votaram em mim no prêmio de colunista. Valeu povo! De coração, obrigado pelo reconhecimento. É um prazer estar aqui com vocês.

Cristian

Author: Cristian

Brasileiro! Não desiste nunca...

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