Vontade de ganhar

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Difícil, convenhamos, falar sobre o jogo de ontem sem estar (ainda) embebecido em raiva e irritação. Que jogo ruim, barbaridade! Incrível como não conseguimos, ainda que por breve momento, se interessar por sair de lá com a vitória. Faltou vontade de ganhar. Nota-se que nos últimos dois anos passei aqui bradando que “time que tem medo de ganhar, perde”. Ao menos, o jogo de ontem nos trouxe alentos, pois: na minha leitura não ganhamos por medo, mas porque realmente não era esse o propósito; também não perdemos, o que é já bem razoável.

Mas que ficou aquele gosto de quero (muito) mais, a ficou.

Por uma questão de coerência comigo mesmo, não vou vim aqui bradar contra o treinador, quando acredito que o projeto ainda vá trazer bons frutos ao time. Isso não quer dizer, todavia, que Eduardo Coudet deva estar imune a críticas pontuais, principalmente quando algumas questões já são repetitivas. Ontem, Rodrigo Lindoso fez uma das piores atuações suas com a camisa do Internacional. Não porque vem desaprendendo a jogar, mas porque o sistema não lhe favorece. Em verdade tem uma função tática que vai além da sua capacidade cognitiva e da sua técnica. Não dá. Logo, é ele ou Musto. Precisamos de mais dinâmica na meia cancha, deixar de ser um time lento e quase que previsível, tornando o ataque um campo produtivo, coisa que não vem sendo, eis que a bola em verdade pouco chega.

Outra coisa que me preocupou: treinador nenhum é obrigado a mexer no time, já que as três substituições são opcionais. Mas abrir mão de duas mexidas? Como explicar isso para o grupo? Isso não faz rachar vestiário? Sei não. Depois, D’Alessandro pareceu entrar só para cantar a última canção de ninar e garantir o sono tranquilo dos companheiros; aliás, sempre acho que ele rende pouco quando entra no decorrer das partidas, não entra no ritmo, sei lá.

No mais, nosso goleiro não comprometeu (e até fez umas duas de zagueiro), mas sigo achando que é hora de seguir em frente na posição. Nossos laterais, nem sei o que dizer. Na direita, tomamos bola nas costas todo o primeiro tempo e parte do segundo; Rodinei merecia até ter saído de campo. Já na esquerda, bem, Uendel é ex-jogador. EX-JOGADOR! Consegue tropicar nas próprias pernas e deixar a bola sair pela lateral. Incrível como se insiste num cara desses. Nossa zaga não comprometeu. Eu ainda acho que, neste momento, Moledo deveria ser titular, mas Fuchs apesar daquela entregada no início (custando um cartão ao Cuesta), recuperou-se depois que passou o pavor.

No meio, de Lindoso já falei. Quanto a Musto, surpreendeu por não tomar amarelo, mas foi só. É um jogador para grupo, que pode até ser titular em determinadas estratégias de jogo; no geral um reserva razoável. Precisa alguém avisar ao Edenilson que as férias já acabaram. Ontem, mais uma atuação de discretíssima para ruim, tendo botado fora um contra-ataque que era quase mortal.  Outro que tá merecendo ser substituído em meio às partidas, nem que seja para se dar conta de que não é intocável, trata-se de Paolo Guerrero. Só reclamação e futebol mesmo, muito pouco. Por último falo dos que se salvaram: Marcos Guilherme que é um jogador veloz e voluntarioso, embora tome decisões durante o jogo que são (muito) discutíveis e Gabriel Boschilia que foi o melhor jogador em campo na visão desde que vos escreve. Correu, desarmou, armou e ainda saiu dos seus pés as duas melhores chances nossas na partida.

Enfim, pode-se dizer que as 22 horas de viagem para chegar lá pesaram. Não gosto de empate por zero num regulamento desses. Mas, a julgar que quem vai lá quase sempre perde e que o time do Tolima é fraco, sejamos honestos, creio que os bons ventos irão nos levar a fase de grupos.

Que ruja, pois, o Gigante!

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Author: Bruno Costa

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