Tocando em frente

4.4
(29)

Com o passar do tempo, na faculdade, acabei entendendo (e aceitando) que passar nas disciplinas na média ou tirando nota máxima já não fazia diferença alguma. O importante era ultrapassar aquela etapa, seguir para próxima e tentar enxergar o fim. Claro que o futebol não é igual a maioria das coisas, mas muito pior que chegar à fase de grupos da Copa Libertadores da América jogando um futebol mediano é nem chegar lá. Passamos, na média, mais passamos; a história, a partir de agora, é outra.

E é por isso que eu não consigo entender o ranço de muitos por aqui (e por aí vai) para com o trabalho (de 50 dias, é isso?) do técnico Eduardo Coudet. Óbvio que eu não gosto da ideia de dois volantes e tampouco ele parece gostar, tal qual sugeriu na coletiva pós jogo. Óbvio que a ideia de trocar Boschilia por Johnny pareceu um chama derrota (e depois ainda veio Moledo…). Também é claro que Chacho é um cara teimoso. Mas qual treinador não é, afinal? De mais a mais ele cumpriu com a primeira obrigação que lhe fora passada: estar efetivamente na Libertadores. Fizemos poucos, porém não tomamos gols. Foi na média e a régua começa a subir a partir de agora, sejamos honestos.

Nós, torcedores Colorados, viramos críticos ferrenhos a tudo. Direções, treinadores, jogadores. Vamos a um exercício, então: vocês que só reclamam do Coudet, querem quem de técnico? Deve ter um excelente aguardando o convite…. Ahhh, pois é.

Eu também sou daqueles que prefere Rodrigo Moledo ao lado de Cuesta na zaga. Só que entendo a posição do técnico. Ao menos ele mostra uma coerência. Sigo achando Bruno Fuchs afobado, muitas vezes nervoso. Também pudera, a camisa 3 do Sport Club Internacional é pesada; a história está aí para não me deixar mentir. Só que passar o tempo todo criticando não vai transformar Fuchs num Figueroa, da noite para o dia. Fala-se muito, em todos os seguimentos, que o Internacional deveria apostar mais na base. Só que o Heitor, por exemplo, na modesta opinião deste que vos escreve é mais jogador que o Rodinei e ainda assim o chamam de pangaré. Queremos a base e não temos paciência com ela. Querem que um jogador tenha maturidade aos 21 anos que nem nós, meros mortais, a bem da verdade também não tínhamos (ou temos) nessa idade. Vamos lá, admitam.

Mas quem sou eu para sufocar as críticas? Ninguém! Contudo, penso que elas não farão do nosso Internacional um time vencedor, pura e simplesmente. Os nossos times mais vitoriosos da história também passaram por maus bocados antes de chegar lá. Os arranhões dessa pré-libertadores tendem a virar cicatrizes para que não se possa mais esquecê-las na sequência da Copa. Não podemos fazer sempre do mesmo jeito achando que o resultado vai ser diferente num novo final. Vamos acreditar que Eduardo Coudet seja, enfim, uma ruptura ao pragmatismo do futebol de sempre do grupo político que não larga o osso nunca.

Vamos compreender a marcha e ir tocando em frente…

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Author: Bruno Costa

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