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Continuo a pensar que devemos, ainda, dar tempo ao tempo para, somente então, traçar diretrizes com contornos de definição acerca do time do Sport Club Internacional para esta temporada que recente se iniciara. Por esta razão que tenho evitado traçar maiores comentários acerca do desempenho dentro de campo até aqui. Como isso vem sendo abordado pelos demais colunistas, vou usando o espaço para levantar debate sobre assuntos diversos, tal qual farei hoje.

Li alguma coisa em um periódico do centro do país sobre a troca de fornecimento de material esportivo em dois times paulistas: Palmeiras e São Paulo. O primeiro passará a vestir Puma e o segundo herdará a Adidas. Creio que a notícia ventilada poderia fazer reacender o debate acerca das nossas camisas e da falta, aparente (evidente), de interesse da Nike para com o produto Sport Club Internacional.

Nada me convence de que estrear um novo uniforme em julho é algo que favoreça qualquer estratégia de marketing. Ora, a Nike sabe há bastante tempo como funciona o mercado brasileiro, de modo que a má vontade da empresa norte americana só demonstra que este contrato para ela é um fardo. Ademais, com o devido respeito, não dá para dizer que a Nike, passados seis anos, alguma vez apresentou uma camisa que, de fato, pode ser chamada de bela. A atual, por exemplo, é bastante controversa.

Parece-me, por exemplo, que sua antecessora – a Reebok – embora com menos prestígio no ramo, era muito mais dedicada a nos oferecer produtos de qualidade e beleza. A camisa do mundial de 2010, que caiu no ostracismo em decorrência do resultado fatídico, foi uma das mais belas que já tivemos na história, a meu ver.

Noutra senda, uma velha discussão que parece cruzar léguas do Beira Rio: o terceiro uniforme. A Nike não se mostra muito disposta a nos apresentar uma terceira linha ou os caciques Colorados é que não querem abandonar o mais do mesmo? Antecipo que minha ideia é simples e clara. Deveríamos ter um terceiro uniforme que variasse o tradicional alvirrubro. Sempre achei que poderíamos vestir algum tom de cinza, por exemplo, trazendo o vermelho e branco como destaque e não prioridade. Mas sei que este tema é de fato um tabu e que, apesar de quase 110 anos de história, em pleno século 21, ainda tem torcedor que pensa que o clube vai morrer se não vestir Vermelho e Branco sempre.

Particularmente, agradou-me quando passamos a vestir a Nike, que passava uma ideia de superioridade, principalmente diante do rival que há bastante tempo veste marcas de expressão menor. Todavia, estampar a Nike no peito não tem valorizado o nosso manto sagrado, tampouco nos traz motivação em desembolsar quase 300 pila numa camisa. Eu mesmo só tenho uma da Nike e porque ganhei. E pensar que até bem pouco tempo comprava uma nova a cada ano.

Pois me bateu um ar de nostalgia agora quando, ainda guri, passando férias de verão na minha São Francisco de Paula, juntava as moedas para comprar um Correio do Povo só para conhecer a nova camisa. Já não mais compro o CP e o Inter também não mais apresenta seus uniformes em janeiro; e neste quesito, era mais feliz outrora. Se a Nike não nos quer mais, que seguimos a vida adiante. E bem vestidos.

Afinal, que nos desculpem as feias, mas beleza é fundamental!

 

PS.: Excepcionalmente, publico na quarta-feira em razão do horário do jogo amanhã.

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