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Novo técnico

Algumas vezes me parei defronte ao computador sem saber o que escrever de útil para o povo Colorado que por aqui vem em busca de respostas, ou ideias, para – quem sabe, um futuro próximo menos decepcionante. Mas, é bem verdade que nem mesmo ontem e menos ainda hoje, consegui achar algum assunto muito útil. Falar que Odair deve sair já venho fazendo há meses e tem sido o tema recorrente do BV nas duas semanas passadas. A questão, portanto, não me parece ser mais a saída, mas sim, quem virá para o seu lugar.

E sem muito remancho, vou direto ao ponto.

Para mim, alguns nomes é chover no molhado, algo propício aos dias atuais em que baba água chovendo aqui pelo Rio Grande, mas que não servem para o Inter. Aliás, essa direção atual quando trata de escolher treinador é um desespero atrás do outro: Zago, que infantilmente ainda age como um boleiro; Guto que ainda age como se fosse um treinador da base; Odair que pensa e age como se ainda fosse o eterno auxiliar, apenas tapando furo. Óbvio, que não pode dar certo.

E nesse contexto, já descarto de imediato o treinador campeão da Copa do Brasil deste ano. Não é o perfil que vai mudar alguma coisa do que já vem acontecendo por aqui, data vênia. Sei lá, não me cativa. Com uma direção omissa que temos e que parece só se preocupar com uma eleição que ainda demora mais de ano, o perfil do cara não serve. Também, convenhamos, precisamos seguir em frente. Logo, chega de Abel Braga. Até porque, se ele pode pegar a barca furada do Cruzeiro no meio do oceano, podia ter vindo pra cá em 2016. Com uma diferença: acho que o Inter ele salvava, já o Cruzeiro tenho minhas acentuadas dúvidas. O mesmo vale para a maioria dos veteranos que temos no mercado. Nunca gostei do Cuca, mas prefiro não emitir uma opinião definitiva sobre essa opção. Fecharia com Roger Machado, gostem ou não. Ele me parece um cara honesto e trabalhador. Rogério Ceni? Sim, não agora. Quem sabe lá por 2021.

A opção primeira, contudo, seria para um treinador estrangeiro. Argentino, talvez. Gosto da ideia do Eduardo Coudet, embora duvide muito que ele se amolde às ideias (ou a falta de) da nossa perseverante direção. Mas, não custaria tentar. Nessa toada, imperioso referir que não sou viúva do Diego Aguirre e não o traria de volta; somente o cogitaria se não viesse junto o seu preparador físico. Aliás, registra-se: precisamos de um novo preparador físico.  E é óbvio que não pensaria duas vezes em um nome: Marcelo Gallardo. O certo é que independente do treinador, precisamos conferir confiança ao trabalho e apresentar material humano. A começar por um meia armador e algumas limpas no vestiário.

Enquanto isso não vem, vou ser coerente comigo mesmo, naquilo que sugeri dias atrás num comentário por aqui. Eu contrataria o Lisca, até o final do ano corrente e arriscaria algo realmente diferente. Chega do mais do mesmo. Lembrando que não foi ele que nos rebaixou de verdade e que nunca teve a chance de estar à frente de um grupo de jogadores do nível do nosso (que para o padrão nacional até que é bom). Chacoalha vestiário, conhece as entranhas do Beira Rio e dizem que conhece do riscado. É técnico, a meu ver.

Agora a palavra da moda é novo treinador. Gosto da nostalgia, todavia. Precisamos é de um novo técnico, que já não temos há muito.

Um técnico.

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Author: Bruno Costa

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