Não voltou!

2.5
(55)

Ontem, marcou o retorno do Campeonato Gaúcho e voltou o futebol aqui pelos pagos; o Inter não voltou. Sem dúvida alguma, da Era Coudet, foi a pior atuação do time e justamente num clássico. Duas derrotas no ano e justamente para o rival. Dizer o que?

Começo, de início, neutralizando as desculpas. Sim, nos impediram de jogar no Beira-Rio. Mas, o que fez a direção do Clube? Porque não tentou uma manobra judicial? Sim, tivemos que jogar num campo que parecia um potreiro. Mas, de novo, o que fez a direção do Clube para se opor a isso? Sim, nos fizeram jogar, em verdade, fora de casa provavelmente para ajudar o rival, mas e a direção?

Não me venham falar, também, em falta de ritmo de jogo pois isso valia para os dois; com um agravante: o treineiro deles estava de férias na praia até dez dias atrás e nós, aqui, treinando com todo mundo.

Sigo, falando do time. O que vi foi um amontoado em campo, jogadores desfocados e muitos deles sem propósito algum. De trás para frente, ambos os laterais não jogaram nada e o da seleção argentina, Saravia, ainda nos brindou com o lance mais bisonho do jogo; Rodrigo Moledo, por momentos, foi temerário e quase constrangedor – o que já se esperava pelo histórico ligado ao seu biótipo físico, talvez esteja pronto quando chegar o brasileiro; Cuesta não comprometeu. Já Musto, por ontem e derradeiramente, merece não só sair do time como ser devolvido da onde veio, ora, uma falta dentro da área infantil que merecia, inclusive, o cartão e ficou barato. Marcos Guilherme, uma barata tonta em campo, corria para tudo que é lado. Edenilson jogou muito pouco, um ou dois lampejos o jogo inteiro; Boschilia nem dos lampejos foi beneficiado. Já D’Alessandro errou tudo que tentou. Tudo. Quanto a Praxedes, uma esperança; Patrick, nenhuma; e Zé Gabriel a marca da derrota: estamos perdendo e entra um marcador no lugar dum lateral. Paolo Guerrero fisicamente abaixo e pouquíssimo acionado; Pottker foi o velho Pottker de sempre, ou seja: ninguém!

Enfim, para este que vos escreve, um time descompromissado. Para ser justo, salvaram-se Marcelo Lomba e o rapaz que administrava o telão.

A contrário senso daqueles que defendem ser apenas um jogo de meio de tabela do Gauchão, e que o que importa é ganhar na hora certa e se possível na libertadores, vou lembrar que greNAL não se joga. SE GANHA! Assim mesmo, em letras maiúscula e sem sombra de dúvida. Há quanto tempo não ganhamos um? Há quanto tempo não marcamos um gol no maior rival? Logo, Senhoras e Senhores, o que vi, ontem, em campo foi uma das coisas mais patéticas dos últimos tempos. Dois meses treinando para isso? Ahhh mas os coletivos começaram semana passada e sei lá o que. Mais uma para o rol de desculpas. E ponto.

Poderia, por fim, falar do arbitro que é muito fraco e torcedor do time adversário. Todavia, não foi ele que perdeu para nós, o Internacional conseguiu isso sozinho. Quantos chutes a gol demos? Desde quando a bola de forma espírita balança a rede adversária? Poderia falar também de uma talvez tentativa da Federação em beneficiar o coirmão, mas daí entro no espírito do piti dado pelo nosso capitão no fim do jogo e farei parte desta cortina de fumaça. Não jogamos nada e não entramos para ganhar o jogo. E ponto.

O futebol gaúcho voltou e o Inter não. Ouso arriscar que só vai voltar mesmo quando ganhar greNAL. E greNAL se ganha.

Devolvam o nosso Inter! E ponto…de exclamação!

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Author: Bruno Costa

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