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Melhor de três?

O futebol brasileiro resta permeado pela cultura do resultado. Digo isso no sentido da avaliação do trabalho de um treinador, obviamente. Ao longo desses quase dois meses que aqui escrevo, tenho evitado me vincular aos resultados de campo dado que acredito ser precipitado avaliar alguma coisa antes de março. De igual modo, já deixei claro por aqui, creio – mais de uma vez, que acredito ser muito mais razoável investir em Odair Hellmann do que o mais do mesmo de sempre; Abel Braga, por exemplo.

Mas, e a nossa vida resta eivada de muitos deles, quis o destino do nosso Colorado enfrentar uma sequência de greNais, que ditarão o nosso destino no Campeonato Gaúcho. O primeiro, aliás, já decretou, com a derrota em casa, a necessidade de enfrentar o arquirrival já na primeira fase eliminatória do certame. Não que eu ache ruim isso, mas para o ego, muito melhor seria ganhar deles na final.

Com isso, ouso dizer que o trabalho de Odair Hellmann entra na rota da ‘prova de fogo’. Por mais que se diga o contrário e que a direção sustente a manutenção do treinador, a verdade é que uma série ruim de greNais o colocará na berlinda. Perder pro nosso rival não é algo que a torcida consegue digerir com facilidade. O fato de ter melhorado no segundo tempo não basta, perdemos o jogo igual. Então, é preciso mostrar muito mais que no primeiro jogo, do contrário, pesará em desfavor de Odair a falta de estofo. Ele não tem, bem como o seu comandante direto, nosso Vice Presidente de futebol.

O que mais tem me perturbado, além da insistência em “morcegar” o jogo, é a aparente ausência de brio dos jogadores do Inter. O outro lado sempre que ganha alguma coisa, só se preocupa em nos alfinetar, nem comemorar parece que sabem; o “treinador” deles anda se achando a última bolacha do pacote, nas entrevistas. Então, o que mais falta para entrar em campo mordendo?

Não vou negar de que tenho gostado do trabalho tático que Odair vem implantando. Parece que tem futuro na profissão. Porém, talvez o quesito emocional (que também faz parte de uma partida de futebol), aquele de chutar a porta do vestiário e mandar todo mundo criar vergonha da cara, voltar e resolver, também lhe falte. Não sei, quem sabe é uma impressão distorcida minha.

De qualquer sorte, parece que a ventura de Odair Hellmann está lançada. Desconsiderando o jogo de quarta-feira, cuja classificação somente se confirmou, nosso treinador talvez esteja a caminho duma melhor de três. E se greNal é um campeonato a parte, independente do que penso, ausência do título quase sempre derruba o elo mais fraco dum time de futebol: o treinador.

A resposta da pergunta formulada no título, podemos ter na próxima quinta-feira, que condiz com mais uma incursão minha por aqui. Haverá de ser eu o profeta do apocalipse?

Pois espero, honestamente, que não. E vida que segue.

 

  • excepcionalmente, publicado na sexta-feira.

Author: Bruno Costa

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