Encruzilhada

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Difícil seguir outra linha editorial convenhamos, que não falar da precursora volta do Sport Club Internacional aos treinos, a despeito da imensa maioria dos clubes brasileiros que seguem inertes. Moroso ser definitivo para o fim de dizer se a foi uma decisão certa ou não. A realidade pandêmica tem sido diferente no Brasil, sendo que por aqui (RS), ao menos por enquanto e se espera que assim persista, parece menos agressiva.

Só que a volta não foi tão simples. Começou por uma declaração patética do nosso Presidente (não foi infeliz a meu ver, pois foi dita com convicção – vide sua tentativa de relativizar logo após) de que os jogadores que não quisessem retornar que pedissem demissão. Óbvio que o Internacional não é a casa da mãe Joana e se jogadores não podem abrir mão do seu salário (visto que tão somente concordaram em postergar o recebimento parcial para mais a frente), não tem muito que querer impor condições. Mas há uma questão humanitária, sanitária e acima de tudo, de bom senso. Como já voltaram os treinos, agora é torcer para que a decisão tenha sido acertada.

Contudo, a imprensa do centro do país caiu de pau na decisão dos times do Rio Grande em voltar. Sei lá, quem tem contas a pagar e não tem pra onde correr muitas vezes não tem muita margem de opção. Acho pouco provável que, tirando os primos ricos do futebol nacional, algum outro aguente mais dois meses esperando o pior passar (aliás, quando vai chegar?). Nesse ponto eu não vou me aliar aos profetas do apocalipse. Desculpe-me às opiniões contrárias, mas alguém já ganhou uma guerra sem sair de casa? Em pleno século 21 realmente não temos uma perspectiva de lidar com isso sem ser embretado? Olha, sei lá também. Já não mais atino se são dúvidas ou devaneios.

O estágio terceiro da toada é o mais recente: a demissão de 42 funcionários. De antemão digo que lamento profundamente esse tipo de decisão. Tanto que pela primeira vez, efetivamente, estou pensando em deixar de ser sócio. Quer dizer que a pobre telefonista que não ganha nem pro fumo perde o seu emprego pra um monte de pangaré ganhar salário absurdo e não abrir mão de nada? E a direção aceita isso naturalmente e resolve apunhalar uns ‘pobre’ coitados? Acho que não precisam mais do meu dinheiro, consintamos. Ademais, sobre a questão do nosso zagueiro multicampeão Índio, que também perdeu o emprego, da mesma forma, lastimo. Mas não com a mesma intensidade. Ora, apesar de todas as glórias que merece e tanto por isso virou funcionário do Clube ao se aposentar, certamente ganhou um bom dinheiro na sua carreira, o suficiente para sobreviver ao menos por uns meses. Temos de nos preocupar com aqueles que só tinham no Sport Club Internacional a fonte para colocar comida na mesa, isso sim.

Enfim, em tempos de ócio e divergências inúteis em redes sociais, talvez eu tenha até ido longe demais por aqui, hoje. Quem sabe até tenha me contraposto. Mas estamos numa encruzilhada e, afinal, quem realmente conhece o melhor caminho a seguir?

Voltou o Inter e vida que segue(?). Questão de sobrevivência(?). Dúvidas, devaneios, incongruências… sei lá!

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Author: Bruno Costa

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