Contra o tédio

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Tamanho é o tédio de uma vida sem futebol que até minha mulher que detesta já acha que o Colorado ta fazendo falta na minha vida. Alguém se habilita a me fazer entender o motivo dessa preocupação dela (hahaha)? Mas serei um pouco mais específico:

Tamanho é o tédio de uma vida sem o Internacional, que apesar de muitas vezes ser um amor bandido, faz muita falta mesmo. Falo de viver esta paixão louca no dia a dia, tanto que ontem me peguei sofrendo em frente a televisão assistindo o segundo jogo da final da Copa Libertadores da América de 2006, aquela jogo partida e libertadora (com o perdão da redundância), num 16/08/2006 que entrou pra história. O nosso grande Fernandão comandando dentro de campo; o gol do Tinga (precisava levantar a camisa?); aquela falha do Clemer no segundo gol do SP – a defesa espetacular na cabeçada do Alex Dias (monstro quando o pega pra capar pegava); precisava terminar o jogo com 4 zagueiros em campo, Abel?… Emocionei-me, como sempre acontecerá, assistindo aquele jogo. Nem falo do gol do Gabiru, depois, no Mundial: é um frio na espinha só de lembrar que ele existiu…

Como é bom ser Colorado, senhoras e senhores. Como é bom ser Colorado!

Aí surgiu uma divergência nas entrelinhas do BV, afinal, quem é mais zagueiro: Fabiano Eller ou Victor Cuesta? A disputa, pasmem, está emptada. Com Eller, Eu e o Boss; na contramão, vão de Cuesta o Mauro e o Cristian. Poderíamos, aliás, fazer um comparativo posição por posição, embora eu não ache justa. O time poderia (assim, no condicional) até ser melhor agora, nominalmente, mas não ganhou nada ainda. Enfim, mais que fugir do tédio uma discussão dessas nos levaria a uma guerra de proporções desconhecidas. Cada um, afinal, tem seu ponto de vista e seu gosto pessoal. Nesse sentido, dia desses montei uma seleção do Inter que eu vi jogar e/ou me lembro bem. Acabei deixando Alex de fora, o que não pode acontecer, verdade seja dita. Sacrifiquei, daí, Guinazu. Ficaria assim:

Clemer, Ceará, Indio, Fabiano Eller e Jorge Wagner; Tinga, D’Alessandro, Fernandão e Alex; Iarley e Nilmar. Técnico: Abel Braga.

Menções honrosas para: Alisson, Hiran (me julguem), Gamarra, Kleber , Guinazu, Magrão, Gabiru (o homem do gol), Uh Fabiano e Rafael Sobis; Muricy Ramalho (poderia colocar Tite, mas nunca me enganei com esse).

Mas essa é a minha seleção. Façam também as suas. Quem viu o time da década de 1970 possivelmente deixará quase todos estes que coloquei na minha de fora, por lógica. Gosto não se discute afinal.

E para não falar que só de tédio vive nossa vida, surgiram algumas especulações mais sérias, menos fantasiosas, de que Eduardo Coudet gostaria duma cereja no bolo, o qual seria Franco Cervi, atualmente em Portugal. Olha, me serve e a camisa 11, inclusive, está lhe esperando. Noutra banda, estaríamos atrás de um zagueiro para a reserva de Victor Cuesta (precisa mesmo?). Não sei. O executivo Rodrigo Caetano tratou de dizer que o Internacional tem de se preocupar em sobreviver e não contratar. Tem lógica, convenhamos.

Mas em dias (e noites) de tédio, tudo pode merecer alguma relevância.

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Author: Bruno Costa

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