FILME TRISTE | BLOG VERMELHO : Sport Club Internacional

FILME TRISTE

 

Duas!!!!!

Duas semanas para acabar o ano. Esse foi o típico ano atípico. Não me perguntem nem o que e nem porquê: a frase me pareceu bem construída e isso basta. Muitas vezes frases herméticas parecem expressar profundos pensamentos e se supõem que quem as diz é inteligente. Não é o caso do autor e a frase não quer dizer nada.

Entramos na “B”, saímos da “B”, “eles” (pronunciar o nome “deles” pode resultar em pedradas) foram longe, morreram na praia como era de se esperar. E nem tanto por questões “deles” mas porque esse esporte que se pratica nos trópicos, abaixo da linha do Equador, e que ai denominam de futebol, não é o mesmo praticado no hemisfério norte, mais precisamente na Europa.

O Real Madrid (RM) que jogou contra “eles” com um ar de superioridade que lembrava os conquistadores espanhóis quando dizimavam os pobres incas e astecas é, hoje, um time médio-alto aqui. No campeonato espanhol está há 11 pontos atrás do líder Barcelona (RM tem um jogo a menos), tendo perdido para o Betis, Girona e empatado com os 2 Atléticos, o de Madrid e o de Bilbao.

Esse Girona que derrotou os “merengues” é time da cidade do mesmo nome, aqui na Catalunha, e subiu esse ano para a 1ª divisão. Não tem estádio: joga no municipal.

O RM se classificou em segundo no seu grupo na Champeons League, tendo o Tottenham como primeiro e o Borussia Dortmund e Apoel (who???) como terceiros e quartos, sem que esses dois tenham ganhado uma partida sequer.

Modric que tanto encantou na partida contra “eles” joga bem mas não é isso tudo. Teve o campo todo para transitar pois “eles” se encolheram e ai o croata apareceu.

O Ronaldo português está mais para bufão de ópera bufa (o pior bufão que existe) do que para jogador de futebol: tem um ego maior do que ele, se é que isso é possível. Observem (e nesse estádio em que jogaram que tem um monitor de vídeo gigantesco ficou muito fácil constatar): o próprio faz caras e bocas para o mundo que lhe observa. E muitas vezes, como artista canastrão, arrisca uma mirada para o monitor, a ver se ficou bem toda a encenação.

Resumo da ópera: mesmo o discreto futebol apresentado pelo RM é outro esporte do que o praticado aí nesse hemisfério. E essa amostra formada por mal traçadas linhas é muito superior em tudo aos times dessas bandas que insistem em praticar algo tosco, sem conteúdo, que se defendem, se defendem …. e perdem.

Peraí!!!! Será que nunca ocorreu a algum “çábio” treinador de plantão essa constatação? Assim: se me defendo, perco e empato mas não ganho, o que poderia ocorrer se eu atacasse? Arriscaria ganhar e isso é lucro porque perder ou empatar é o que naturalmente irá ocorrer.

Mas chega “deles”. Vamos tratar de nós. D´Alessandro renovou por 2 anos e outros foram contratados. Alguns dispensados, outros voltam, uns ficam outros são novamente emprestados, alguns se machucam, outros vão para as categorias de base, o MIG que tem um dono segue de dono, o treinador é um nome respeitável (a verdadeira maionese), o diretor de futebol é o que é, os torcedores torcem e a vida segue.

Até chegar aqui escrevi meia dúzia de parágrafos e apaguei outros tantos. Me recuso tratar de temas repetitivos e que refletem as mazelas desse pobre futebol arcaico. Por outro lado me sinto muito mal em divulgar esse tom pessimista logo na segunda-feira, o dia que me cabe postar, e começar a semana meio “down” é dose. Mas não posso nem fingir alegria com o Inter e nem fazer de conta que está tudo bem, pelo histórico de debacle apresentado.

Filme, triste filme.

Mas, e há sempre um mas, temos a haka. Podíamos ensinar os meninos de 20 e muitos anos das categorias de base a praticá-la. Aposto que nos daríamos muito melhor com ela do que estamos nos dando agora, Vejam o vídeo: é um grito de guerra perfeito para nós. Não aprimora o futebol mas pode intimidar o adversário por algum tempo… até ele se der conta de que o bicho não é tão feio como quis parecer.

 

Para os puristas que preservam o folclore sempre se podem utilizar algumas danças de guerra de nossos indígenas e resgatar essa memória antes que acabe. O Google está cheio de danças deles.

Author: Airton Kwitko

Share This Post On